Qredo (QRDO)
- Tipo de Moeda: Blockchain para comandar todos os blockchains
- Ideia Chave: Guardar as chaves privadas.
- Ranking de Valor: 452
Todos os blockchains funcionam com uma par de informações criptografadas de chave privada e chave pública, em que a chave privada é uma password dificílima de falsificar e a chave pública é uma prova fácil que a chave privada foi utilizada. Num exemplo simples de entender, a chave pública é como uma impressão digital e a chave privada o dedo. Tendo o dedo é fácil produzir uma impressão digital, e a impressão digital serve como prova que o dedo foi utilizado, mas não serve para refazer o dedo.
Ao constatar que todos os blockchains utilizam conjuntos de chaves privadas/públicos e que cada um dos blockchains tem dificuldade em interagir entre si, por terem cada um as suas regras e códigos, a equipa do Qredo apostou num conceito bastante ousado. Um blockchain que, em vez de guardar transações, guarda chaves privadas.
Ao concentrar as chaves privadas de outras redes, o Qredo pode comandar todos os outros blockchains, servindo por isso como uma chave mestra para interações com todas as cripto. Uma ideia que tem tanto de engenhosa e inovadora quanto de complicada de executar.
Custódia distribuída: repartir a chave em vez de a guardar
A abordagem que o Qredo procura seguir tem um nome técnico: computação multipartes. Em vez de existir uma chave privada completa guardada nalgum lado — que é o ponto único de falha de qualquer sistema de custódia —, a chave nunca chega a ser reconstituída. É gerada já repartida por vários participantes, e cada assinatura resulta de um protocolo em que esses participantes colaboram sem que nenhum deles alguma vez detenha a chave inteira.
A diferença face a uma carteira com múltiplas assinaturas é subtil mas relevante. Numa carteira de múltiplas assinaturas, existem várias chaves completas e a cadeia sabe que são várias. Na computação multipartes existe uma só chave, matematicamente repartida, e a cadeia vê uma assinatura normal. Daí resulta compatibilidade com redes que não suportam nativamente esquemas de múltiplas assinaturas.
Para que serve isto na prática
O público-alvo natural deste tipo de solução são organizações, não particulares: tesourarias que precisam de exigir aprovação de várias pessoas antes de mover fundos, de registar quem aprovou o quê, e de garantir que a saída de um colaborador não bloqueia o acesso nem cria uma vulnerabilidade. São requisitos correntes em gestão empresarial que as carteiras pensadas para uso individual não resolvem bem.
Para um particular, o problema tem outra escala e outras respostas. Quem esteja a decidir como guardar activos digitais encontra o essencial das opções disponíveis em tipos de carteira de criptomoedas e, em concreto para o Bitcoin, em carteiras de bitcoin: guardar e proteger.
A promessa de interoperabilidade e os seus limites
A ideia de uma camada capaz de operar sobre várias redes ao mesmo tempo é recorrente no sector, e tem sido tentada por caminhos muito diferentes: pontes que bloqueiam activos de um lado e emitem representações do outro, protocolos de mensagens entre cadeias como os do Cosmos, ou camadas de custódia como esta. Nenhum destes caminhos está resolvido, e o historial de incidentes em pontes entre redes é dos mais pesados de todo o sector.
Convém ser directo quanto ao que isto significa: concentrar a capacidade de assinar por várias redes num único sistema resolve um problema de gestão e cria um alvo de valor elevado. A avaliação de uma solução destas passa, sobretudo, pela qualidade das auditorias independentes ao código e pela robustez do modelo de ameaça assumido.
Projectos de nicho: o que ter presente
Um projecto com posição muito recuada em capitalização tende a ter negociação pouco líquida, o que significa oscilações de preço mais bruscas e maior dificuldade em executar ordens de dimensão relevante. Acresce que projectos orientados a clientes empresariais dependem de ciclos de venda longos, cujos resultados demoram a tornar-se visíveis. Como qualquer criptoactivo, o QRDO é volátil e o seu valor pode variar de forma acentuada; convém conhecer também o enquadramento fiscal em Portugal.
Existem aproximadamente mais 10 mil a 15 mil criptomoedas em circulação. Para conhecer cada uma delas, acompanhe os conteúdos semanais aqui!
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