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Luís Gomes
Luís Gomes
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Muitas tecnologias são cunhadas de “disruptivas”, mas apenas algumas são consideradas transformacionais. Uma dessas tecnologias é o blockchain; porquê? Na minha opinião, tem o potencial de mudar permanentemente os nossos sistemas económicos, jurídicos e políticos, tornando-se a tecnologia dominante por detrás do dinheiro digital, que será adoptado universalmente no futuro.

Vamos ver as razões por detrás desta projecção.

Blockchain: uma rede descentralizada

O blockchain é uma uma base de dados com propriedades exclusivas: uma delas é a descentralização; o que significa? Ninguém controla a base de dados. Em que medida esta característica é importante? Vamos imaginar uma base de dados tradicional, onde os utilizadores armazenam os dados num servidor central; em última análise, o servidor é controlado por uma única entidade, a autoridade central, que tem a capacidade de modificar e apagar dados.

No caso de esta autoridade ser comprometida, ou seja, desaparecer ou ser controlada por alguém sem escrúpulos, os utilizadores passam a correr enormes riscos. Nada disto ocorre numa base de dados blockchain; e porquê? Todos os utilizadores da base de dados desempenham um papel na verificação da sua integridade e adições à mesma. Além disso, uma base de dados blockchain está projectada para apenas para funcionar na vertente de consulta, recuperação e acréscimo de dados, o que significa que os utilizadores podem apenas i) pesquisar e recuperar dados do blockchain; e (ii) adicionar mais dados ao blockchain.

Blockchain: uma base de dados constituída por blocos

Um blockchain é constituído por blocos que contêm três itens:

  • A primeira, no caso da Bitcoin, inclui todas as informações relevantes para uma determinada transacção, como a data e a quantidade;
  • O segundo é o hash do bloco, um valor único que identifica o bloco e o seu conteúdo. No caso da Bitcoin, um hash assume a forma de um número hexadecimal de 64 dígitos, embora isso possa ser diferente para outros blockchains. Em qualquer blockchain os valores do hash irão partilhar o mesmo formato;
  • O terceiro e último item é o hash do bloco anterior, sendo o que contribui para a parte da “cadeia” do blockchain. Esta cadeia de blocos torna praticamente impossível adulterar os dados do blockchain, caso ocorresse, uma tentativa de alterar esta cadeia, esta versão entraria em conflito com a cadeia de blocos dos demais utilizadores, identificando-se de imediato a fraude ou o erro.

Blockchain: um ecossistema

O blockchain implica a existência de um ecossistema, envolvendo diversos tipos de entidades. Vamos ilustrar, detalhando quatro tipos de intervenientes:

  • Mineradores de activos digitais: a mineração de activos digitais consiste do processamento de transacções em livros-razão do blockchain, incluindo a Bitcoin. O processamento de transacções é conhecido como o processo de “mineração”, atendendo que os participantes podem recebem por este serviço um token do Blockchain, ou seja, a Bitcoin é um token do blockchain Bitcoin;
  • Fabricantes de hardware: trata-se de produtores de equipamentos relacionados com o blockchain; isso inclui unidades de processamento gráfico (GPUs). As GPUs não foram originalmente pensadas para este uso – já existem há muito tempo -, mas a sua alta velocidade de processamento torna-as adequadas para a mineração. Actualmente, os criptomineradores estão a transitar para os chips denominados “Circuito Integrado de Aplicação Especifica” – ASIC -, exclusivamente concebidos para a mineração de criptomoedas. Usá-los tornou-se uma forma de maximizar a taxa de hash e a lucratividade da mineração.
  • Corretoras de Criptomoedas: são empresas que operam plataformas de negociação de Criptomoedas, como é o caso da Criptoloja.
  • Desenvolvedores de aplicações: trata-se de uma entidade que desenvolve aplicações em tecnologia blockchain. Este será o caso do projecto Metaverso da empresa Facebook. É um mundo virtual que tenta replicar a realidade através de dispositivos digitais; a garantia de integridade dos dados e a criação de uma economia digital será apenas possível com a tecnologia blockchain.

Blockchain: a tecnologia do dinheiro digital

Tal como afirmámos no nosso artigo “O que é o dinheiro?”, o dinheiro surgiu da tendência inevitável de um dado bem tornar-se universalmente empregue como meio de troca em todas as transacções numa dada comunidade, como foi o caso dos metais preciosos durante milénios.

Que razões estiveram por detrás desta selecção pela sociedade? Pelas características únicas dos metais preciosos: escassos, divisíveis em menores unidades sem perda de valor, mais duráveis durante longos períodos de tempo, mais transportáveis para grandes distâncias, entre outras.

Em qualquer sociedade, os bens mais comercializáveis e procurados pelas suas características únicas tornam-se gradativamente seleccionados como meio de troca, acabando por elevar-se apenas um, aquele que designamos por dinheiro, pelo qual todos os outros bens e serviços são negociados.

O dinheiro digital será uma realidade inevitável, em que as moedas e as notas que carregamos no bolso irão seguramente desaparecer. Várias razões estão na base desse movimento: por um lado, com a digitalização da economia e a ubiquidade da Internet, a ligação será possível mesmo nos locais mais recônditos do planeta, tornará o dinheiro digital dominante nas transacções que efectuamos todos os dias; por outro, as autoridades querem terminar com o anonimato das transacções, não só para fazer desaparecer a economia submergida, bem como para obrigar a uma utilização “virtuosa” da moeda – tal como detalhámos no artigo “Bitcoin vs. Moedas Digitais dos Bancos Centrais”.

Presentemente, existem duas ofertas concorrentes de dinheiro digital, em que uma delas será inevitavelmente a seleccionada. A primeira, assente na tecnologia blockchain, em particular a criptomoeda Bitcoin, que é descentralizada, anónima e escassa – apenas 21 milhões de Bitcoins. A outra, será centralizada, não-anónima, não-escassa – nada garante que os bancos centrais não continuem a imprimir como se não houvesse amanhã -, e programável – ser-lhe-ão vedadas determinadas transacções, de acordo com objectivos ambientais, políticos ou outros.

Que tecnologia deseja abraçar? Se desejar abraçar a livre, descentralizada, escassa e anónima não hesite em abrir conta na Criptoloja. Adapte-se ao futuro desde já, protegendo o seu património e sua saúde financeira.

Destaques Autor
img:Luís Gomes

Luís Gomes