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Luís Gomes
Luís Gomes
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As criptomoedas e, em particular, a Bitcoin são cada vez mais conhecidas do grande público. Apesar desta crescente popularidade, a maioria ainda ignora o mundo das Criptomoedas. Como apareceu? Para que serve? Como adquirir? Estas são perguntas que muitos se colocam sempre que o tema se lhes depara.

O que são criptomoedas?

Uma Criptomoeda é um código de computador gerado por um software disponível publicamente, permitindo a guarda e a realização de transferências entre carteiras digitais. O código-fonte aberto originou-se com a Bitcoin há mais de uma década; este programa de computador corre numa extensa rede de computadores privados em todo o mundo.

Figura 1

O código-fonte verifica e agrupa transacções num registo público conhecido como o blockchain; trata-se de uma gigantesca base de dados que contém todas as transacções já realizadas e que pode levar dias para ser descarregada pela primeira vez, caso um computador decida aderir à rede Bitcoin.

O que é blockchain?

O blockchain é o equivalente a um livro-razão de contabilidade; sempre que se encerra uma página, transportamos o saldo para a página seguinte; o blockchain da Bitcoin funciona exactamente da mesma forma, no entanto, o encerramento de uma página – o valor a transportar – consiste, na verdade, no fecho de um bloco de transacções atribuído ao computador que seja capaz de resolver complexas equações matemáticas em primeiro lugar; por esta razão, a rede Bitcoin exige um enorme poder computacional. 

Quem fecha um dado bloco tem direito a receber novos Bitcoins, aquilo que designamos por mineração – é uma forma de remunerar os computadores privados da rede Bitcoin pelo processo de registo das transacções. Ao método de funcionamento da rede Bitcoin designamos por proof-of-work (prova de que o problema foi resolvido o problema matemático, caso contrário, o bloco não poderá ser encerrado). 

Regra geral, a quantidade real de Criptomoeda a ser colocada em circulação é limitada. Estes dependem da Criptomoeda e são estabelecidos por quem criou o código-fonte. Por exemplo, o algoritmo da Bitcoin limita a quantidade de bitcoins a 21 milhões; depois de ser atingido esse número, a emissão de novos Bitcoins cessará.

Há milhares de diferentes tipos de criptomoedas. Todos os dias são criadas novas. Algumas, como é o caso da Bitcoin, em resultado de ter sido a primeira Criptomoeda, têm um enorme reconhecimento público (Ethereum, Dogecoin, Shiba Inu…).

Os 5 mandamentos das criptomoedas

1. Como negociar?

Quem deseja adquirir Criptomoedas pode adoptar várias opções, das quais destacamos as principais: (i) Minerar; (ii) Peer-to-Peer; (iii) Bolsa. 

Actualmente, minerar, por exemplo, Bitcoin é cada vez mais inacessível a um simples particular. Em primeiro lugar, obriga a um avultado investimento num computador, onde se irá instalar o software da Bitcoin. As exigências computacionais são cada vez mais elevadas, inflacionando consideravelmente o investimento em máquinas cada vez mais potentes. Por outro lado, os grandes mineradores da rede utilizam dezenas, centenas ou mesmo milhares de computadores para o efeito; na prática, converteu-se num negócio apenas acessível a quem tem escala. 

A segunda opção, através de Peer-to-Peer, é simplesmente um negócio entre dois particulares na Internet. Caso um português deseje adquirir Bitcoins, pode encontrar um vendedor através da Internet, utilizando uma página web para este efeito. Para processar a transacção, o vendedor envia-lhe os Bitcoins ao endereço público da carteira que o comprador indicou e, em troca, o português (o comprador) realiza uma transferência à conta bancária indicada pelo vendedor. 

Qual é o risco? Há sempre o perigo de uma das partes não respeitar o acordo. Neste sentido, apareceram entidades que tentam eliminar este risco, assegurando que ambas partes cumprem o acordo estabelecido. Esta opção implica, na maioria das vezes, um elevado custo, apenas sendo utilizado em países onde o estado proibiu unilateralmente a utilização das Criptomoedas. Este foi o caso de Marrocos, onde o estado não autoriza transferências de e para bolsas de Criptomoedas, obrigando à utilização do método Peer-to-Peer como a principal forma de aquisição e negociação de criptomoedas. 

Finalmente, o terceiro método: a utilização de uma bolsa de criptomoedas. Em primeiro lugar, importa separar dois tipos de bolsas: (i) as que permitem negociar fiat/cripto e cripto/cripto; (ii) as que apenas permitem negociar cripto/cripto.  

Em relação às segundas, os reguladores nunca irão importunar estas bolsas, atendendo que estas simplesmente não aceitam qualquer moeda fiat: sejam Dólares norte-americanos (USD), Euros (EUR), Libras esterlinas (GBP), etc. Na prática trata-se de um software que funciona na Internet, intermediando, por exemplo, Bitcoin com Ethereum ou DogeCoin com Shiba Inu. Estas bolsas têm um problema considerável: ao final do dia, ou em algum momento da vida, todas as pessoas na posse de criptomoedas são obrigadas a converter as suas criptomoedas em moedas fiat (Euros, USDs). Por outro lado, para realizar a primeira aquisição é sempre necessário a utilização de moedas fiat.

Ficamos então com as bolsas que permitem a utilização de moedas fiat, como é o caso da Criptoloja. Hoje em dia, a maioria destas bolsas de criptomoedas estão localizadas em praças off-shore, como a Binance, por exemplo. Regra geral, todas estão localizadas em jurisdições não sujeitas a uma apertada supervisão, em particular no que respeita à prevenção de branqueamento de capitais. 

Tal situação irá colocar problemas sérios a muitos investidores, em particular aos residentes na União Europeia. A longo prazo adivinham-se diversos problemas: por um lado, as autoridades podem declarar que os fundos provenientes dessas bolsas não são legítimos, atendendo que os procedimentos utilizados na prevenção de branqueamento de capitais não foram por si revistos e aprovados; por outro lado, os dados das transacções e dos clientes que realizam transacções estão fora do seu controlo, pelo que podem criar uma série de problemas, dos quais se destaca a impossibilidade dos clientes converterem as suas criptomoedas em moedas fiat.

A longo prazo este negócio será crescentemente regulado, pelo que as bolsas que actuam em jurisdições sujeitas a supervisão de bancos centrais, como é o caso da Criptoloja, irão ter um papel crescente no mundo das criptomoedas; por várias razões, que destacamos duas: 

  • atenção ao cliente, existirá sempre alguém que irá responder a uma chamada, que o receberá presencialmente nas suas instalações, ajudando-o em questões de segurança e informando-o sobre as características das distintas criptomoedas;
  • a segurança dos seus fundos, atendendo que não irá ter problemas com o seu banco no momento de converter as suas criptomoedas em Euros.

2. Investir com segurança

No momento de investir em criptomoedas, um dos aspectos mais importantes a ter em conta é a segurança. Como guardar de forma segura as minhas criptomoedas? Esta é a pergunta que deverá sempre considerar na hora de investir em criptomoedas. A segurança das suas criptomoedas irá sempre passar pelo tipo de carteira (wallet) que decide utilizar, bem como o tipo de segurança associada à mesma. 

Figura 2

Uma wallet– carteira, em português – de Bitcoins é um programa para enviar, receber e aceder aos saldos de Bitcoin. Da mesma forma que necessita de uma aplicação de e-mail, como o Outlook ou o Gmail, para gerir os seus e-mails, também necessita de uma carteira (wallet) para gerir os seus Bitcoins ou outras criptomoedas. 

As carteiras monitoram os endereços de Criptomoedas na cadeia de blocos e actualizam-se em cada transacção de forma automática e online. Qual o aspecto mais importante? Local do armazenamento da chave privada.

Uma chave privada é apenas uma série muito longa de números e letras aleatórios que actua como a palavra-passe da sua carteira de criptomoedas. É nesta chave que a sua carteira obtém a capacidade de enviar as suas criptomoedas para as carteiras de outras pessoas. Se preferir, pense nessa chave como sendo as coordenadas secretas para encontrar as suas criptomoedas. Por outras palavras, quem tem uma chave privada tem o controle das criptomoedas associadas a essa chave.

A chave privada também é usada para gerar o endereço público da carteira – exactamente como o IBAN de uma conta bancária. Esse endereço público servirá para que outras pessoas lhe enviem criptomoedas. No entanto, mesmo sendo um endereço público gerado através de uma chave privada, não há forma de descobrir qual é sua chave privada através do exame do endereço público. Seria como descobrir a password com que acede ao seu email, apenas pelo exame do seu endereço de email.

Existem dois grandes grupos de carteiras digitais: as Hot e as Cold. Ambas garantem que a chave privada está na sua posse

As Hot Wallets referem-se a qualquer forma de carteira de criptomoedas que esteja ligada à Internet de alguma forma. Pode ser uma carteira ligada a um serviço da web, uma carteira instalada num computador ligado à Internet ou, até mesmo, uma carteira instalada no seu telemóvel.

As Hot Wallets, embora muito populares, são menos seguras, pois o acesso às suas chaves privadas é efectuado através de ligações à Internet.

As Cold Wallets são as carteiras (wallets) de “armazenamento frio”, refere-se a qualquer tipo de carteira (wallet) que funcione sem qualquer ligação à Internet e, por conseguinte, não pode ser pirateada remotamente.

3. Identifique o seu perfil de risco

Uma das questões prévias que deverá colocar em qualquer investimento financeiro é a seguinte: já realizei uma avaliação do meu perfil de risco? Se não o fez, deverá sempre fazê-lo antes de aventurar-se em investimentos em criptomoedas.

Basicamente, podemos considerar três tipos de perfis: (i) conservador; (ii) moderado; (ii) Arriscado. Regra geral, a um maior risco corresponde uma maior rendibilidade. 

Vejamos, por exemplo, o gráfico do Ethereum entre o final de 2020 e Fevereiro de 2023. Como podemos observar na Figura 3, o Ethereum proporcionou uma rendibilidade acumulada de 123% entre o final de 2020 e o final de Fevereiro de 2023. Durante este caminho, vários riscos tiveram lugar. Vamos imaginar que um investidor tinha adquirido 10 mil USD de Ethereum no dia 11 de Maio de 2021, ou seja, tinha adquirido 2,41 Ethereums (cada ETH valia 4143 USD). No dia 5 de Agosto de 2021, estes 2,41 Ethereums valeriam apenas 6710 USD, uma perda de 33%!

Figura 3

Neste exemplo, fica espelhado o que poderá acontecer a um investidor que abre uma posição no momento errado: uma perda de 33%, apesar da Criptomoeda em questão estar a proporcionar um retorno considerável desde o final de 2020.

Para enquadrar o perfil do investidor, temos de conhecer o que estamos disponíveis a perder: (i) se o investidor não deseja perder o seu capital, ou seja, se não está disponível para perder um cêntimo do seu investimento, é um investidor conservador.

Caso o investidor aceite perder a totalidade do seu investimento, trata-se de alguém com um perfil Arriscado. O perfil moderado encontra-se a meio destes dois perfis. 

Ao contrário do que se imagina, o mundo das criptomoedas apresenta uma solução para todos os investidores, incluindo aqueles que são conservadores.

Em conclusão, em face destes três perfis, o investidor poderá optar por distintas criptomoedas.

4. Atitude em relação ao risco e horizonte temporal

De acordo com o perfil do investidor, várias atitudes podem ser adoptadas. Alguém que é conservador, deseja preservar o capital e obter um pequeno rendimento do seu investimento; precisamente o contrário de um investidor arriscado: deseja obter uma rendibilidade elevada e rápida.

Podemos então ter em conta estes dois extremos: o arriscado e o conservador. Na prática, o primeiro deseja especular a curto prazo, enquanto o segundo deseja preservar o seu património e obter um retorno superior à inflação. 

No primeiro caso, é natural o investimento em Criptomoedas como o Bitcoin e o Ethereum, activos que apresentam uma elevada volatilidade. No segundo caso, podemos estar a falar de Stablecoins

As Stablecoins permitem a prestação de todos os serviços proporcionados pelos bancos tradicionais, por essa razão designamos esta actividade por DeFi (decentralized finance) – correspondente a banca descentralizada.

Qual a razão para o seu aparecimento? As criptomoedas, como a Bitcoin e o Ethereum, apesar de serem as que apresentam a maior capitalização bolsista de todas as criptomoedas existentes, o seu preço apresenta uma enorme volatilidade, com variações diárias muitas vezes superiores a 20%, impedindo-as, segundo os detractores, de desempenhar a função de moeda, indispensável à prestação de serviços bancários, como depósitos a prazo e créditos bancários. Desta forma, surgiram as criptomoedas indexadas a uma divisa fiat, como por exemplo o USD.

Este é o caso do USDC (USD Coin) e do USDT (Tether), ambas criptomoedas com uma paridade de 1:1 com o USD (dólar norte-americano). 

Estas criptomoedas podem ser aplicadas no negócio de intermediação financeira. Existem particulares que tencionam realizar um depósito bancário, exigindo uma remuneração pelo diferimento do seu consumo no tempo; existem particulares que tencionam solicitar um crédito bancário e estão disponíveis a pagar a um prestamista com um juro de X%. De acordo com a procura e oferta de poupança, o mercado estabelece uma taxa de juro: era assim que os bancos de retalho funcionavam em tempos, é assim que funciona o negócio DeFi. Esta é uma alternativa séria ao depósito bancário tradicional.

Em relação às criptomoedas que não estão indexadas a uma moeda fiat, como o USD ou o EUR, em resultado da sua elevada volatilidade – uma medida de risco -, caso o investidor deseje investir a longo prazo, tal estratégia irá obrigá-lo a seleccionar a Criptomoeda que no futuro dê mais garantias de se tornar dominante face às demais. Funciona como a análise fundamental das acções: qual a empresa que no futuro irá dominar um determinado mercado, que possui um produto único ou uma gestão única, garantindo enorme lucros? Neste caso, as oscilações de curto prazo do seu preço são irrelevantes para o investidor. 

No mundo das criptomoedas a pergunta é semelhante: qual a Criptomoeda referência de um dado protocolo que será dominante, em resultado das características particulares que o suporta? Um investidor de longo prazo em criptomoedas deverá dedicar toda a sua atenção em detectar oportunidades de longo prazo, analisando as características de cada protocolo.

O que é um protocolo? É o equivalente a um sistema operativo, por exemplo, Windows, IOS ou Linux. O Ethereum (ETH) é um protocolo que permite várias actividades, tais como: execução de contratos inteligentes, aplicações descentralizadas e a criação de criptomoedas. Recentemente, foi criado o protocolo Cardano (ADA) que permite a mesma coisa, mas a velocidades muito superiores – segundo o seu criador Hoskinson, cinco vezes mais – e validando o fecho dos blocos com o método Proof-of-stake que não tem impacto expressivo no consumo de energia, uma das importantes críticas de que padece a Bitcoin. 

Outro dos protocolos inovadores é o Chainlink (LINK) que permite fornecer informações do “mundo real” aos contratos inteligentes. Como funcionam os contratos inteligentes? Caso se cumpram determinadas condições, dever-se-á aplicar determinadas execuções ou regras. 

Outra postura completamente diferente é a tentativa de obter lucros a curto prazo, aquilo que se designa por especulação. É uma atitude completamente distinta: aqui, a única solução é analisar o gráfico com a evolução dos preços, aquilo que se designa por análise técnica. 

Esta é uma técnica utilizada há muito tempo, desde o especulador japonês Munehisa Homma, que inventou as velas japonesas para especular nos mercados de arroz no final do século XX, ao lendário Jesse Livermore, que no início do século XX desenhava os seus próprios gráficos para especular no mercado de acções. 

Esta teoria parte do princípio de que toda a informação sobre um determinado activo está reflectida no preço; os preços evoluem em padrões ou figuras que se repetem ao longo do tempo; os preços têm memória, existem determinados preços que indicam um impasse entre compradores e vendedores.

Se olharmos para a Figura 3, podemos observar um máximo no final de 2017, em que a criptomoedas Cardano (ADA) chegou a cotar a 1,3 USD. Ora, isto tornou-se uma resistência, ou seja, existe uma pressão vendedora que impede a subida do preço. Desta forma, quando ocorre o rompimento dessa resistência, indica que podemos assistir a uma nova subida do preço. 

Figura 4

A análise técnica obriga ao domínio de distintas metodologias, em particular:

  • identificação de tendências – ascendente, descendente, lateral;
  • identificação de formações gráficas (ombro-cabeça-ombro, duplo topo, triângulo ascendente…), separando-as em dois grupos, as que indicam a continuação de uma determinada tendência ou a reversão de uma determinada tendência; 
  • a utilização de velas japonesas, conhecendo os distintos padrões de velas (uma vela, duas velas e três velas), visando conhecer a probabilidade de uma determinada tendência irá continuar ou reverter; 
  • identificar divergências, respondendo à questão: a evolução do preço está a ser confirmada pelo oscilador ou volume?
  • definir uma regra para a abertura de uma dada posição, suportada na análise técnica, tendo claro o ponto de entrada e os pontos de saída, tanto nas situações de lucro como de perda máxima.

5. Como diversificar o investimento 

Existe um velho ditado: não se deve colocar todos os ovos no mesmo cesto. Nada mais correcto. O seu investimento em criptomoedas deverá seguir esta regra.

O seu património deve estar parcialmente investido em criptomoedas, seja em Stablecoins, seja nas demais criptomoedas. O leitor pergunta, qual a percentagem? Actualmente, julgamos que entre a 5 a 10%; mas cada pessoa deverá ter claro a fracção do seu património que deseja investir em criptomoedas. Algo está claro: a longo prazo, julgamos que é inexorável que esta fracção seja crescente, atendendo que as criptomoedas serão dominantes no mundo dos investimentos.

Por outro lado, o leitor não deverá investir unicamente numa única criptomoeda, também deverá diversificar, em particular em criptomoedas não correlacionadas. O que significa?

Este conceito é muito simples; basta analisar uma série histórica e verificar se um determinado activo, por exemplo A, quando valoriza, e outro activo, por exemplo, o B, desvaloriza; neste caso, os activos A e B não estão correlacionados, a situação perfeita para um investidor que deseja reduzir o risco.

Um exemplo desta situação são por exemplo as criptomoedas cujo activo subjacente é o Ouro – temos vários exemplos, como a AABB Gold (AABBG) ou a ANTHEM (AGLD), tem tendência a valorizar-se muitas vezes em contraciclo com as demais criptomoedas, como o Bitcoin ou o Ethereum. 

Em conclusão, o mundo das criptomoedas já lhe permite investir em praticamente todos os activos financeiros, podendo diversificar o seu investimento e reduzindo o seu risco.

Destaques Autor
img:Luís Gomes

Luís Gomes