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Luís Gomes
Luís Gomes
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O atual sistema financeiro é dominado por moedas fiduciárias, como o Euro ou o Dólar norte-americano, e é incompreendido pela maioria das pessoas, em particular o funcionamento do processo de criação de novas unidades representativas de moeda (tokens).

Quando o Ouro era a moeda da humanidade, este processo era fácil de compreender. Resultava da mineração do metal precioso e a sua posterior conversão em moedas e lingotes para uso como meio de pagamento. Daí o nome mineração para designar o processo de criação de novas unidades de moeda.

Era um processo que implicava enormes custos, riscos e labor humano. Em primeiro lugar, obrigava a um mecanismo de tentativa e erro na procura por novas minas. Em segundo, a mineração era um trabalho que podia implicar o risco de vida e envolvia um enorme esforço humano, como ainda hoje acontece. Ou seja, era um processo que obrigava ao consumo expressivo de recursos.

Figura 1

O primeiro processo fraudulento de criação de nova moeda consistia em emitir novas moedas com menos conteúdo do metal precioso, tanto Prata como Ouro. Foi por essa razão que, a partir do aparecimento das monarquias absolutas na Europa, foram abolidas muitas empresas privadas de cunhagem de moeda.

O segundo surgiu com o aparecimento do papel-moeda, uma inovação derivada da expansão do comércio. Em lugar de transportar as moedas e os lingotes, com o risco de assalto ou perda, as pessoas deixavam o seu Ouro à guarda do banqueiro e recebiam notas – uma espécie de um recibo emitido por um fiel de armazém. Desta forma, diminuíam os custos de transação entre diferentes localizações, não sendo mais necessário transportar uma carga valiosa de um ponto para outro.

A contrafação de notas ainda hoje existe, consistindo na introdução de notas não legítimas em circulação. É uma atividade criminosa punível com pena de prisão. Efetivamente, existe o incremento de unidades monetárias sem a correspondente produção de qualquer bem ou serviço útil à sociedade.

A terceira e última, que igualmente se mantém nos dias de hoje, resulta da prática de reservas fracionadas por parte do sistema bancário. Se o banqueiro se apercebe que os seus clientes não convertem as suas notas em Ouro, ou seja, apenas 10%, por exemplo, do inventário de Ouro é levantado, isto significa que pode emitir novas unidades monetárias através da emissão de dívida.

Como funciona? Suponhamos que toda a gente tem confiança nas notas do banco, pelo que os comerciantes e homens de negócio as aceitam como se de Ouro se tratasse. Neste caso, o banqueiro pode realizar um empréstimo da seguinte forma: emite novas notas e entrega-as a título de empréstimo, exigindo ainda juros! O tomador sai satisfeito, pois pode adquirir os bens e os serviços que necessita, atendendo que sabe de antemão a aceitação generalizada deste meio de pagamento pela comunidade.

Enquanto o Ouro se manteve como moeda, em que os cidadãos se dirigiam ao banco e podiam exigir a conversão das suas notas ou extratos em Ouro, o mercado livre podia escrutinar e eliminar este tipo de práticas. Um banqueiro que abusasse da emissão de notas sem respaldo, podia ter dificuldades para liquidar em Ouro as suas dívidas (as notas depositadas noutros bancos) com os demais bancos. Havendo o rumor que afinal nada lá existia, uma corrida ao banco por parte dos depositantes determinava o seu fim em poucas horas.

Com o fim do Ouro como moeda da humanidade em 1971, os Bancos Centrais passaram a poder emitir quantidades de moeda ilimitadas, podendo “salvar” qualquer instituição bancária que desejassem. Tal já acontecia praticamente desde 1933, com o confisco do Ouro aos norte-americanos. Estava aberto o caminho para a prática de reservas fracionadas sem quaisquer restrições.

O que significa? Que a mineração de novas unidades no atual sistema fiat, em que o valor da moeda assenta num decreto governamental, sem qualquer respaldo num metal precioso, é realizada através da emissão de dívida. Basta uma licença bancária para se poder minerar novas unidades de Euro. Cada vez que um cliente se dirige a um banco e solicita um empréstimo, de imediato são-lhe creditadas novas unidades monetárias na sua conta por contrapartida de emissão de dívida.

Figura 2

Reparem que, neste sistema, é muito difícil de medir as quantidades de moeda em circulação, pois todas as instituições bancárias estão permanentemente a criar e a destruir unidades monetárias, sempre que se concede (criar) ou amortiza (destruir) um empréstimo bancário. É uma mineração assente em dívida, com um custo próximo de zero, bastando um registo digital nos servidores do banco.

Por outro lado, as unidades monetárias em circulação têm um período de vida útil, surgindo no momento da concessão do crédito e desaparecendo no momento da amortização. A emissão de moeda através de dívida é um processo com custos próximos de zero, tornando a criação de novas unidades de moeda um negócio muito rentável e apelativo.

Não admira que o mundo esteja afogado em dívidas. Não é uma casualidade que a dívida norte-americana esteja em 34 biliões de Dólares norte-americanos (1 bilião = 12 zeros), pois as entidades com licença bancária estão em regime de monopólio neste negócio: a criação de dinheiro através de dívida.

Com o Bitcoin, tudo funciona ao contrário. O processo de mineração é custoso e exige um enorme poder computacional para se vencer a resolução do problema matemático que permite fechar um bloco, onde se criam Bitcoins como recompensa. Estamos a caminho da inflação do Bitcoin aproximar-se dos 0% no próximo halving, tornando a mineração ainda mais complexa, difícil e cara, características que tornam o Bitcoin ainda mais seguro.

A mineração do Bitcoin é semelhante ao Ouro. Por outro lado, tem todas as vantagens associadas ao dinheiro digital, pelo que tornam o Bitcoin a divisa que será inevitavelmente adoptada pela humanidade. De que espera para colocar uma parte do seu património em Bitcoin?

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Luís Gomes