Quanto subiu o café em Portugal nos últimos 10 anos, em números
Quanto subiu o café em Portugal entre 2016 e 2026? Segundo o Eurostat, o índice de cafés e similares passou de 101,00 na média de 2016 para 157,44 em agosto de 2026. São mais 55,9%. No mesmo período, o índice total de preços do Eurostat subiu 29,1%, e o café ficou bem acima disso.
Vê a seguir de onde vêm estes números e até onde chegam.
Quanto custa hoje uma bica
Segundo o ECO, em maio de 2026 a bica custava entre 1 e 1,20 euros na maioria dos cafés. É um valor da imprensa e serve para situar o presente.
Para comparar com 2016, esse intervalo não chega. Precisas de um índice que meça a mesma categoria de preços em 2016 e em 2026, e isso encontras nos índices do Eurostat e do INE. A série mais próxima da bica é a de cafés e similares, no índice harmonizado do Eurostat, onde 2015 vale 100.
Como ler o índice do café
Num índice com 2015 a valer 100, cada valor lê-se contra esse ponto de partida. Se sobe, os preços dessa categoria subiram. A série de cafés e similares estava nos 101,00 na média de 2016 e chegou aos 157,44 em agosto de 2026.
A restauração, onde entram os cafés, foi pelo mesmo caminho. Segundo o Eurostat, o índice passou de 100,96 na média de 2016 para 153,73 em agosto de 2026. Feitas as contas, são mais 52,3%.
O café contra o resto dos preços
Para comparar, ficamos na mesma fonte. No Eurostat, o índice total para Portugal foi de 100,64 na média de 2016 e de 129,91 em agosto de 2026, uma subida acumulada de 29,1%.
Põe os três lado a lado: preços em geral, mais 29,1%; restauração, mais 52,3%; cafés e similares, mais 55,9%. Se achas que a bica está mais cara, os números dão-te razão.

E o INE, diz o mesmo?
O INE tem o seu indicador, o IPC nacional, com outra base. Nos dados do INE publicados no BPstat, a média de 2016 foi de 81,56 e o valor de agosto de 2026 chegou aos 103,3. Dá uma subida acumulada de 26,7%.
Fica perto dos 29,1% do Eurostat, mas vem de outro indicador, e cada número leva a sua fonte ao lado. Aqui, o café compara-se sempre com o índice total do Eurostat: os dois saem da mesma fonte e da mesma base.
Os quatro índices, lado a lado
| Índice | 2016 → ago. 2026 | Subida |
|---|---|---|
| Cafés e similaresEurostat | 101,00 → 157,44 | +55,9% |
| RestauraçãoEurostat | 100,96 → 153,73 | +52,3% |
| Preços em geralEurostat, índice total | 100,64 → 129,91 | +29,1% |
| Preços em geralINE, IPC nacional, via BPstat | 81,56 → 103,3 | +26,7% |
E no último ano?
Para um só ano usa-se a taxa homóloga, que compara um mês com o mesmo mês do ano anterior. Segundo o INE, com dados publicados no BPstat, a taxa homóloga do IPC em agosto de 2026 foi de 3,3%. No conjunto das despesas, os preços de agosto de 2026 estavam 3,3% acima dos de agosto de 2025. Os 26,7% contam a década inteira.
O que dez anos fizeram ao teu euro
Passa a percentagem para dinheiro e ela pesa mais. A conta certa divide o valor pela soma de um com a inflação. Com os 26,7% do IPC do INE, divides 100 euros por (1 + 26,7%) e ficas com cerca de 78,9 euros. Hoje, 100 euros compram o que 78,9 euros compravam em média em 2016.
A mesma nota compra cerca de 21,1% menos. Repara que a perda de poder de compra fica abaixo dos 26,7%: uma percentagem mede os preços, a outra mede o que o teu dinheiro compra.

O que os números deixam de fora
Os índices mostram médias nacionais, e o café da tua rua pode ter subido a outro ritmo. Também não temos uma média oficial do preço da bica em 2016, por isso ficamos pelos índices e deixamos de fora qualquer preço antigo ao balcão.
As razões da subida também ficam fora destes dados. Eles dizem quanto subiu. Para saber porquê, precisas de outras fontes.
Faz a conta a outra despesa
A mesma conta serve para qualquer despesa do dia a dia. Precisas de um ponto de partida, de um ponto de chegada e da fonte ao lado. Os dados estão publicados pelo INE e pelo Eurostat: abre a série de cafés e similares e compara-a com o índice total.
