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Henrique Agostinho
Henrique Agostinho
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Os principais bancos centrais do mundo (FED, BoE, BCE e quejandos ) estão empenhados em avançar com as suas CBDC, o que, parecendo mau sinal, é capaz de ser ainda pior. 

O acrónimo CBDC vem de Central Bank Digital Currency, e é bem enganador, pois todo o dinheiro dos governos, o Euro, o Dolar, Pesos, Yens, e o que mais,  já é digital e já é criado por bancos centrais, a partir do nada. A novidade, a ideia do CBDC, é ser uma moeda online, em tempo real, para ampliar o controle dos governos sobre os esquemas Dona Branca dos bancos comerciais.

Na prática, ao criar um CBDC, o Banco Central pretende juntar à maldade de criar dinheiro do nada, a ruindade de o fazer voltar ao nada. Conseguindo com esta nova possibilidade massacrar sadicamente dois coelhos com uma só cajadada. Pois, ao fazer desaparecer o dinheiro recém-criado, não só abrem espaço para criarem ainda mais dinheiro do que antes, como ainda o podem fazer desaparecer diretamente das carteiras das pessoas de quem eles não gostam.

Até agora, sem ter um CBDC, o Banco Central criava dinheiro do nada, dava-o aos amiguinhos nos bancos e estes gastavam em porcarias. Levando com isso à inflação dos preços, redução dos salários de quem trabalha, quebra geral de prosperidade e outras miudezas que tais. Nada que preocupe os senhores bancários, pois há 300 anos que este defeito é conhecido. O que verdadeiramente chateia os donos-disto-tudo é que, depois de gastarem o dinheiro que criaram, este fica nas mãos de outras pessoas. 

O que o CBDC imagina resolver é a chatice dos preços aumentarem em resultado da impressão de dinheiro e tal, por continuar ali a circular atrás de produtos e serviços escassos. E até o faz, com uma solução maleficamente engenhosa. Uma CBDC é, na prática, dinheiro teleguiado para se auto-destruir quando convém. Assim que as moedas saem da mão dos banqueiros amigos e acabam nas mãos de quem trabalha, o governo pode, como que por magia, fazê-las desaparecer.

É uma solução de génio, do mal, claro, tipo vilão do James Bond, ou Chairman do WEF. Graças ao CBDC, o banco central imprime dinheiro do nada (como sempre); dá aos amigos (idem aspas); estes gastam em luxo e ostentação (claro); agora, assim que este ciclo inicial estiver concluído, o banco central pode aproveitar qualquer motivo incidental e puf, fazer desaparecer o dinheiro gasto. Recomeçando então todo o circuito, sem precisarem de esperar que as pessoas que trabalharam pelo dinheiro o paguem em impostos ou tenham os seus salários desvalorizados.

Na prática, com o CBDC, qualquer pessoa que não gosta do governo, faz um comentário azedo numa rede social, não quer injetar drogas experimentais, não concorda que se mutile sexualmente crianças, ou qualquer outra miudeza contra-revolucionária, sujeita-se a ter a sua carteira evaporada.

Mais ainda, nem sequer é preciso ter ideias morais, basta querer gastar o dinheiro que recebeu naquilo que o governo não aprova e pumba, o pilim some-se. Não quer comer minhoca? Quer emitir CO2 nas férias? Meter mais gasolina no carro? Na! Não há cá luxos para o povão em geral. 

Não é por acaso que o primeiro governo a criar uma CBDC tenha sido esse exemplo de progresso e que é o Socialismo Bolivariano. Os Venezuelanos podem ter de remexer no lixo para encontrar comida, mas, não por acaso, são pioneiros do CBDC. Depois, com a medalha de prata, vem o Partido Comunista Chinês, que, nos intervalos de conter vírus à porrada, também já tem uma CBDC a desaparecer das carteiras de quem estiver contaminado com ideias. Naturalmente, quando essa inovação cá chegar, será para aplicar os mesmos meios e atingir os mesmos objetivos.

Sendo rigoroso, os Bancos Centrais já têm o poder de apagar o dinheiro das pessoas de quem eles não gostam. Que o digam os camionistas que se manifestaram no Canadá. Mas sem o CBDC, a higienização bancária é complicada, demorada e cheia de buracos, pois agora não há assim tanta informação de onde anda o dinheiro, um detalhe que os bancos comerciais tratam de aproveitar para embaralhar os balanços e gastarem ainda mais dinheiro de forma irresponsável. Ironicamente, os bancos continuarem a esconder as aldrabices é a maior protecção contra a implementação de um CBDC.

Nota final para notar que os CBDC não tem nada de cripto, nem no nome. Quando os jornalistas insistem em misturar as duas coisas, CBDC e Criptomoedas, é apenas porque eles são mentirosos patológicos que defendem regimes ditatoriais. A única forma de relacionar um com o outro é a seguinte: Quanto mais os governos querem CBDCs, mais as pessoas precisam de Bitcoin.

“Disappearing money” criado por AI

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Henrique Agostinho