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Henrique Agostinho
Henrique Agostinho
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O ano de 2022 tem sido, a bem dizer, desafiante, para quem anda nos mercados financeiros. Com a cotação de tudo quanto é classe de ativos, ações, mercadorias, títulos de dívida, moeda e criptomoeda basicamente a serem trucidados.

Um rápido olhar sobre os portfólios de investimento, e tem-se um vislumbre de algo parecido com o centro de Havana, em Cuba. Já foi uma coisa bonita e em parte até luxuosa, mas agora está tudo a cair, miserável. E a culpa é do Estado, sempre.

Se tudo caiu, foi porque o US dólar subiu, avassaladoramente, impulsionado pelos agressivos aumentos de juros do FED, o banco central americano. Sob o pretexto de combater a inflação, o FED fez algo basicamente inédito e que, mais cedo ou mais tarde, vai ter de parar de fazer. Aliás, parece até que já foi longe demais e estará para breve o virar do bico ao prego.

Antes de palpitar sobre se o ponto de inversão das políticas monetárias do FED já foi atingido, convém notar que é inevitável o FED ter de arrepiar caminhos, pois subir os juros não é solução para o problema da inflação. A inflação é causada pelo gasto do governo, que mete dinheiro na mão de certas e determinadas pessoas que ninguém os vê a fazer nada. Esse dinheiro é demais, portanto gera inflação. 

Já subir os juros prejudica apenas quem tem rendimentos do trabalho e dívidas para pagar, que assim se vê obrigado a cortar no seu consumo. Tudo coisas que não existem no caso do Estado, pois esse nunca para de gastar, não trabalha e não só não paga a dívida pública, como continua para sempre aumentá-la. Ora, posto isso, a inflação vai-se manter alta, independentemente dos juros subirem ou não.

Já o dólar, deixará de subir quando os juros pararem de aumentar, dando assim a tão esperada aliviada nas deprimidas bolsas e cotações, moedas e etc. e tal. Coisa que deve estar para breve, pois aquilo que o FED fez neste ano de 2022 foi nada menos do que sem precedentes. Sim, já tinha subido os juros antes, mas nunca numa fase de recessão, com a bolsa em queda. Atente-se na seguinte tabela:

Ciclos de SubidaPre-SubprimePre-CovidPresente
Periodo das subidasJul. 2004 a Jul. 2006Jan. 2016 a Dec. 2018Mar. 2022 até agora
Aumento de juros do FED1% a 5,25%0 até 2.5%0 até pelo menos 3.25%
Evolução da Bolsa no períodoO principal indicador da Bolsa Americano, o S&P500, subiu de 1100 a 1255 (+15%) neste período de 2 anos.Dois anos a subir, de 1880 em 2016 até ao máximo de 2870 (+50%) no arranque de 2018, tendo recuado a 2350 no final do ano.Bolsas a cair, tendo já recuado -25% desde os máximos de Janeiro.
Evolução do PIB2004: +3,85%
2005: +3,48%
2006: +2,78%
2016: +1,67%
2017: +2.26%
2018: +2,92%
PIB americano caiu nos dois primeiros trimestres de 2022.

Os indicadores dos três últimos ciclos de subidas dos juros americanos, são reveladores. Comparando com os 2004-a-2006 ou de 2016-a-2018, em 2022, não só as subidas dos juros foram muito mais rápidas, coisa de meses e não de anos, como feitas num contexto completamente diferente, em contra-ciclo, quando as bolsas já estão em queda e a economia em recessão.

É sabido que o FED irá subir os juros até alguma coisa quebrar, como foi o caso do Subprime em 2008 ou os Confinamentos em 2020. Neste terceiro ciclo, não será preciso esperar mais, pois a economia mundial já está quebrada. Com a China mergulhada numa monumental depressão imobiliária e a Europa a morrer de frio com sanções climáticas.

Certo, pode-se perguntar: o que é que os americanos têm a ver com isso? E a bem dizer, até constatar que podem estar a gostar de ver o circo dos outros a arder. Mas só até certo ponto. É como aquelas pessoas que não tendo comprado acções ou criptomoedas, acham que estão imunes às quedas da bolsa. Não estão. Se a bolsa cai demais, não são só os ricos financeiros que sofrem.

Bem pelo contrário, o estrago vai buscar à carteira do cidadão comum, independentemente de ter ou não investido na bolsa. Se tiver um nico de memória, lembrar-se-á de, no mês passado, foi anunciado um corte de 40% nas pensões de reforma, ou um pouco mais atrás, de como os erros do BES nunca mais acabam de se pagar.

Pois é, os americanos não estão isentos de dores de ver o mundo à volta a colapsar. Pode parecer divertido por um pedaço, e muito gringo terá aproveitado o momento para comprar belas propriedades europeias a preço de saldo, mas também já chega, se não é até demais.

Com a economia americana em recessão, com as exportações de rastos, as empresas a terem maus resultados, os fundos de pensões a ficar debaixo de água. A primeira ministra da Inglaterra a chorar feita madalena arrependida. Começa a chegar o ponto para o FED parar.

Quando assim for, e como a inflação continuará bem alta. O FED irá precipitar uma recuperação nominal explosiva. Com tudo quanto é ações, moedas e criptomoedas a ir de volta lá para o alto, a compensar as quedas recentes e incorporar os novos preços inflacionados de todas coisas. A explosão para cima das cotações será muito rápida, fazendo de agora, uma boa altura para comprar coisas baratas, como Bitcoin, ou ações.

Mas, também é possível que o FED não pare. Podem continuar a combater moinhos de vento inflacionários, com mais aumento de juros despropositados, Só que nesse caso, nem vale a pena chorar, pois não haverá nada para se salvar. O efeito de prolongar demais as subidas dos juros, entrando por 2023 a fora, será provavelmente o fim do império americano e com ele uma trapalhada monumental, em que nada se salva, tipo terceira guerra mundial.

“Banker breaking the economy” gerado por inteligência artificial de Dall-e

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Henrique Agostinho

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