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Mercado Bitcoin
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O que é o Bitcoin?

Desde o final de 2017, em que registou um máximo de 20 mil USD, tornando-se, por esta razão, mundialmente conhecida, esta pergunta tornou-se viral: O que é o Bitcoin?

Apesar de se tratar de uma pergunta simples, a resposta, aparentemente, é complicada, pois trata-se de dinheiro, neste caso dinheiro 100% digital; um tema que Escolas, Universidades, Autoridades Públicas e Sistema Bancário ocultam, ou pouco falam, explicam ou esclarecem, segundo parece, numa tentativa de ocultar este assunto da população.

Apesar de o utilizarmos todos os dias o dinheiro para comprar tudo o que necessitamos, parece que não o conhecemos; em particular, como surgiu, para que serve?

Qual o papel do sistema bancário? Estas respostas foram dadas nos nossos artigos “O que é o Dinheiro?” e “O actual Sistema Bancário”.

Nos dois artigos, explicámos que o sistema bancário pouco se alterou ao longo de milénios, realizando três funções essenciais:

  • (i) guardar o nosso dinheiro, como se de um fiel de armazém se tratasse;
  • (ii) registar transacções, ou seja, alterações de propriedade de uma determinada quantidade de moeda;
  • (iii) intermediar a poupança, obtendo uma margem de lucro entre o juros recebidos e juros pagos.

Revolucionário

O Bicoin é a primeira moeda 100% digital que não depende de entidades terceiras, em que o registo de propriedade é descentralizado, sem o controlo de qualquer autoridade central, seja governo ou banco central.

Por que razão é revolucionário? Elimina por completo a necessidade de existência do actual sistema bancário, controlado por bancos centrais e bancos comerciais.

Vamos então conhecer em detalhe o Bitcoin; em particular a tecnologia em que assenta: a blockchain.

Ao contrário do tradicional banqueiro, que anota no seu livro-razão todas as transacções dos seus clientes (ver o nosso artigo), as alterações de propriedade de unidades de Bitcoin encontram-se registadas numa gigantesca base de dados que corre numa rede de milhões de computadores independentes espalhada pelo planeta. Todos os computadores, a todo o momento, possuem a mesma informação.

Qual julga ser mais seguro?

A base de dados de um determinado banco comercial, por exemplo, o BCP, onde se indica que o leitor tem um depósito de 8000 Euros; ou uma rede de milhões de computadores, em que todos indicam que o endereço ao qual o leitor tem acesso indica a posse de 1 Bitcoin?

Será mais fácil a um pirata informático atacar uma única base de dados de um banco comercial, onde o seu dinheiro se encontra sob a forma de um crédito a esse banco – sim leitor, os depósitos são na verdade créditos ao banco– , ou adulterar milhões e milhões de computadores que possuem a mesma informação: que a carteira digital à qual acede possui um Bitcoin.  A última parece ser, sem margem para dúvidas, uma tarefa mais hercúlea.

Qualquer alteração é de imediato reflectida em todos os computadores, de forma instantânea.

Já imaginou uma autoridade a tentar penhorar a rede Bitcoin, com a facilidade com que penhoram o seu dinheiro no Banco; por exemplo, no caso de que se tenha esquecido de pagar uma multa? Impossível, não é?

A sua emissão está limitada: apenas 21 milhões de Bitcoins.

Hoje, vivemos um sistema monetário assente na emissão infinita de nova moeda. Todos os dias escutamos os bancos centrais a anunciar programas de estímulos monetários; não são mais que anúncios dissimulados da impressão massiva de dinheiro.

Ainda agora, no momento de crise Covid-19, escutamos o anúncio de ajudas astronómicas, na ordem dos 750 mil milhões de Euros, por parte da União Europeia aos estados europeus mais afectados pela presente crise.

Sabe de onde aparece todo este dinheiro, estimado leitor?

Não é seguramente da aplicação de poupança privada nas obrigações emitidas pela Comissão Europeia, mas da máquina de imprimir dinheiro do Banco Central Europeu (BCE).

Sem esforço, pelo simples pressionar de um botão, os computadores desta entidade imprimem quantidades infinitas de nova moeda.

Qual o efeito perverso de tudo isto?

Se existe mais quantidade de moeda, o valor do Euro ou do Dólar norte-americano no seu bolso perde valor, ou seja, ocorre aquilo que designamos por inflação. Mas o leitor perguntará? Mas não nos dizem todos os dias que não há inflação! Que nem conseguem alcançar os famigerados 2%/ano!

Ao contrário do propalado pelas autoridades, a inflação é simplesmente o incremento da quantidade de dinheiro em circulação e não a subida de um índice geral de preços. Qual a diferença?

Ora, nada melhor que utilizar o exemplo do afamado burlão Alves dos Reis.

Ao possuir a própria máquina utilizada pelo Banco de Portugal podia imprimir as notas que entendesse. Assim, caso decidisse gastar todas essas notas em flores, e apenas flores, o que aconteceria ao preço deste bem? Subia, e muito, como não podia deixar de ser.

O incremento da quantidade de moeda em circulação estaria a ser canalizado para um único bem. Obviamente que os fornecedores de flores também iriam utilizar estas novas notas em outros bens, que não flores, provocando a subida no preço dos bens e serviços da sua preferência – o chamado efeito em cascata. Para conhecer o fenómeno da inflação, nada como conhecer o fluxo do dinheiro.

Isto tem sido precisamente o que tem acontecido nos últimos anos: estímulos monetários atrás de estímulos monetários. Em Lisboa, o preço das casas em apenas 5 anos praticamente dobrou em algumas zonas da cidade. A bolsa norte-americana subiu mais de 300% desde o mínimo de Março de 2009.

Recentemente, os preços dos leilões de carros antigos atingiram novos máximos e subidas de 500% em poucos anos. Os passes dos jogadores triplicaram ou quadruplicaram de preço. Enquanto isso, as nossas autoridades dizem-nos que não há inflação! O tal índice geral de preços, por elas manipulado, não subiu: por conseguinte não há inflação!

Obviamente que há; e o leitor bem sabe que o custo de vida não pára de subir.

Para nos proteger da inflação necessitamos de dinheiro que não esteja sujeito aos caprichos de planeadores centrais e políticos: este é o caso do Bitcoin. A emissão de moeda está limitada a 21 milhões de Bitcoins. Tal como o Ouro, para obtê-lo implica um esforço de mineração, o Bitcoin apenas pode ser produzido com “energia informática”.

É necessário um computador para resolver problemas matemáticos, implicando o consumo de energia. Apenas os que logram resolver estes problemas em primeiro lugar têm direito a encerrar um bloco e obter novos Bitcoins como recompensa.

Mais seguro que um tradicional banco comercial

Actualmente, para guardar o dinheiro que possui na sua carteira não lhe resta outra alternativa que um banco comercial. Dada a licença emitida pelo Banco Central, esta entidade tem o monopólio de guardar o seu dinheiro.

Como explicámos no nosso artigo sobre o actual sistema monetário, o leitor não guarda o seu dinheiro num banco – essa é a percepção quando realizamos um depósito à ordem -, apenas realizamos um empréstimo ao banco.

Para nos proporcionar a ilusão de segurança, o estado criou um seguro de depósito que assegura o reembolso da totalidade do valor global dos saldos em dinheiro de cada depositante, por instituição de crédito participante, até ao limite de 100 mil euros. No final de 2019, o fundo possuía apenas 1,5 mil milhões de Euros.

Ora, uma instituição como o BCP apresentava um balanço superior a 80 mil milhões de Euros, tal discrepância de valores dá-nos uma ideia da dimensão da patranha que tal fundo constitui.

O Bitcoin não requer custódia de qualquer entidade. O leitor tem a sua chave privada e o Bitcoin é seu e de mais ninguém: pode dispor dele a qualquer momento, sem a intervenção de terceiros. Não está a dar crédito a nenhuma entidade: é seu e de mais ninguém.

Assegura a sua privacidade

Vivemos num mundo de ilusões. Temos a lei de protecção de dados emanada de Bruxelas mais restritiva que alguma vez existiu; no entanto, as entidades financeiras sabem absolutamente tudo sobre a sua vida.

Um simples funcionário do banco pode conhecer a que hora almoça, que livros adquire, conhecendo as suas preferência ideológicas e políticas, os montantes que gasta por mês, se tem dívidas…nada escapa ao voyeurismo de um funcionário bancário.

Com o Bitcoin a sua privacidade está segurada. Não existe ninguém que conheça que chave pública XXX corresponde ao “fulano tal”. Não tem que espalhar a sua identidade, o seu património ou a quem transfere o seu dinheiro por uma multiplicidade de funcionários e burocratas.

Em conclusão: o Bitcoin é já o activo mais valorizado da história e estamos apenas no início. Se irá atingir o valor de um milhão de euros por cada Bitcoin, como muitos defendem, não sabemos.

Mas valores absolutos na casa dos seis dígitos, já pareceram bem mais difíceis de alcançar, principalmente se nos lembrarmos que há menos de 10 anos atrás, um único Euro comprava um Bitcoin e neste momento são precisos mais de dez mil euros para comprar o mesmo Bitcoin.

De que está à espera?

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