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Cardano - ADA
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ApeCoin - APE
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Solana - SOL
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MANA (Decentraland) - MANA
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Henrique Agostinho
Henrique Agostinho
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Existem, pelo menos, umas 20 mil ou 40 mil criptomoedas, uma quantidade difícil de concretizar pois cada criptomoeda é extremamente fácil de criar, basta soltar um pouco de código na internet, e pelo contrário, bastante difícil de a matar, pois os tokens podem ficar, para sempre, a arrastar-se numas carteiras abandonadas. No entanto, apesar, e provavelmente por causa, de toda essa variedade, a verdade é que quase todas essas moedas não interessam para nada e muito poucas, talvez uma mão cheia apenas, importam para alguma coisa.

A imensa variedade de criptomoedas serve para algumas pessoas desavisadas acharem que são todas iguais, o tipo de pessoa que diz: “comprei uma cripto qualquer, porque 1 bitcoin era muito caro” ou “tanto faz, achei que estava tão barata que tem mais potencial de valorizar”. Em relação a estes casos convém apenas fazer uma nota mental para nunca lhes pedir para fazer uma salada, pois existem muito mais do que 40 mil tipos de vegetais e eles são capazes de achar tudo que é planta é igual e daí servir urtiga para poupar na alface. Adiante.

No meio da diversidade, no que toca a criptomoedas, só existe uma que não tem nada a ver com todas as outras (o Bitcoin) e, para além dele, não há mais do que uma dezena de tokens dignos de entrar na horta. Mantendo uma curiosa tendência para repetir uma escadinha com degraus de 40%. Ou seja, a segunda moeda vale 40% da primeira, e a terceira 40% da segunda e por aí vai. Com o Bitcoin (la número uno) a valer uns 500 bi, depois 40% disso, 200 bi, para o Ethereum e mais 40% para chegar ao terceiro, USDT. Daqui para baixo a regra dos 40% não se aplica tão bem, mas é capaz de ser algo temporário, o mercado ainda se está a ajustar ao verdadeiro valor. Para além da percentagem, o que é facto é que, depois das 10 primeiras moedas, o valor de todas as dezenas de milhar, juntas, somadas entre si, não chega para fazer um decente segundo lugar.

Ora, se o Bitcoin é tão superior a todas as outras moedas, incluindo e especialmente em comparação com as dos governos, e é melhor por várias razões, alguma coisa o Ethereum terá de ter, para valer 40% do que vale o Bitcoin. E vai-se a ver, goste-se ou não, o Ethereum é responsável, mais até do que o Bitcoin, por aquilo que se considera hoje em dia o setor das criptomoedas. É verdade que, de todas as empresas, serviços, ideias, conceitos, esquemas, de que se ocupa a indústria das criptomoedas, uma boa parte, talvez a maioria, vem do Ethereum. 

É assim o efeito da concorrência. Se só houvesse Bitcoin, seria extremamente difícil introduzir novos conceitos, como NFTs ou Tokens, pois essas inovações teriam antes de ser priorizadas entre todas as outras ideias concorrentes e talvez nunca chegassem ao topo da pilha das prioridades para serem experimentadas. Com a concorrência, as ideias mais fora da caixa podem ser testadas numa moeda menor e depois, se forem populares, transportadas para as mais importantes.

Por exemplo, o Ethereum introduziu há um tempão, via o ERC-20, os tokens, moedas que funcionam em cima de outras redes/blockchains, essas que, hoje em dia, são algumas das criptomoedas mais populares entre os maluquinhos do trading, como o Shiba Inu. Só em 2023 o Bitcoin se resolveu a copiar a ideia, com o BRC-20 (o nome denuncia a inspiração) e novo tokens, como o Pepe, entraram diretamente para o topo da especulação desmiolada. 

Equivalente no processo de inspiração, foi o ERC-721, uma alteração ao protocolo de Ethereum, que permitiu a criação e comercialização de NFTs, as imagens de macacamos, que depois foi transplantado para o Bitcoin, sob o formato de Ordinals, que é a mesma coisa, esquisita, mas agora sobre o Blokchain do Bitcoin.

Outra coisa, ainda mais além da razoabilidade, é a ideia de um metaverso, um espaço digital dividido em unidades de terreno, que podem ser vendidas e compradas e construir coisas lá (numa repetição do Second Life 20 anos depois). Essa coisa estranha que começou em moedas especializadas, como a Decentraland, foi copiada para o Ethereum e chegou agorinha mesmo ao Bitcoin, através de uma maluquice de utilidade duvidosa, chamada de Bitmaps, que está a entupir por completar o processamento de transações, com gente a comprar o que dizem ser pedaços de terreno virtuais no Bitcoin.

O próprio Ethereum também evoluiu copiando ideias de outras criptomoeadas. O sistema de validação POS (em que se confia nos donos das moedas) que substituiu o POW (validação por energia, que não precisa de confiar em ninguém), que o Ethereum introduziu em 2023, foi copiado, adaptado de algumas moedas entretanto já meio mortas (NXT, Gridcoin). Depois disso,  e neste momento, a Fundação Ethereum está a tentar implementar uma coisa chamada de Sharding, uma solução, copiada de outra moeda quase-morta Zilliqa, para contrariar o problema dos elevados custos de transação da rede Ethereum.

Enquanto tudo isso se passava, os desenvolvedores de Bitcoin puderam focar-se na Lightning Network, a rede de pagamentos mais rápida, econômica e segura do mundo. Que permite transações a custos e velocidades que nem o Ethereum, nem qualquer outra Criptomoeda, e muito menos o sistema bancário tradicional, conseguiu imitar. 

Há portanto muitas moedas, sim, provavelmente demais, mas essa concorrência fará com que, ainda que a prazo e com muita confusão e alguns mal entendidos pelo caminho, o Bitcoin seja mais relevante, mais útil e portanto, mais valioso. 

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Henrique Agostinho

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