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Henrique Agostinho
Henrique Agostinho
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A Croácia acabou de entrar no Euro, sendo assim o vigésimo país a aderir à Moeda Única. Isto em pleno 2023, logo após o Euro desvalorizar cerca de 20% contra o dólar e numa época em que a economia europeia está de rastos. Levando à pergunta: Mas que raio que se passa na cabeça dos Croatas?

De facto, 20 anos passados sobre a criação moeda única, há alguns sinais para indicar que isso do Euro é capaz de ser uma má ideia. Por exemplo, desde 2000 até agora, o PIB portugues evoluiu à média miserável de 0,3% ao ano. Nada, quase nada. Estagnação por vinte anos, uma geração perdida. Em comparação, nas duas décadas anteriores, de 80 e 90, o PIB português cresceu a uma saudável e respeitável média de 3,4%, era bom e bastante.

É que o crescimento do PIB ou a falta dele, são sintomas de um pouco mais do que só a economia estar mal parada. Junto com a estagnação do produto, há também, os salários são uma desgraça, as casas que não se consegue comprar, a gasolina e electricidade pela hora da morte, um sentimento de falhanço e infelicidade que dá dó só de olhar e por aí vai.

Se compararmos como se sentem os Portugueses agora com como se sentiam antes do Euro o contraste é brutal. Basta lembrar o quão glorioso foi 1998, o ano da Expo, da Feijoada na Ponte Vasco da Gama, que foi também o ano em que o câmbio do Escudo foi fixado ao ECU e como tal ao Euro. Portugal estava no auge, as perspectivas largas, o futuro de portas abertas, as velhinhas que sorriam e as crianças corriam na rua. Só que depois, nada, um fado.

De 2000 para a frente Portugal só se soube afundar, deixando-se ultrapassar por tudo quanto é buraco ex-comunista da Europa de Leste, pobre, ressentido, deprimido, corrompido e endividado. E para quê? Para ter uma moeda forte, juros baixos, acesso ao maior mercado consumidor, turistas em barda, subsídios para tudo e um par de botas, Auto-estradas, Hospitais, Etars. Tirando isso tudo o que fez o Euro por Portugal?

Como está bem de observar, se o Euro não impediu aqueles paisecos do leste europeu de se desenvolverem e ultrapassarem Portugal, o facto de no retângulo as coisas estarem a correr mal, é capaz de ser culpa própria e não de moeda. Mais, se não fosse o Euro, a coisa ainda estaria bem pior, seria tipo sul-americana, quase Venezuela.

Portugal não é bem Europa, tem um pouco de África, mas não é só. Na verdade, está mais é para o lado errado do Oceano Atlântico. Da forma como as coisas se passam, com a falta de ética de trabalho, um monte de gente pendurada no Estado, outra tanta a tentar enganar o próximo, muitos a sacar vantagem, greves e má vontade, os impostos gananciosos, os corruptos livres e airosos, as burocracias diabólicas, as corporações mafiosas, a inveja e perseguição ao patrão, não tem como dar certo.

É que o Euro é apenas uma moeda, não é carácter, nem riqueza. É só uma unidade de conta e meio de transação, nada mais. Tem coisas boas e coisas más. As coisas más são que depende de uma cambada de políticos e banqueiros que podem imprimir quanto lhes apetece e dar aos amigos. Já as coisas boas, são que esses políticos não são apenas portugueses e estão pressionados por muito boa gente de muitos países, que quer trabalhar e precisa de manter um mercado único gigante a funcionar. Do ponto de vista de Portugal, o Euro é descentralizado.

Ora aí está. O Euro, para Portugal, é como o Bitcoin (descentralizado e limitado) nas coisas boas e como o Escudo (controlado por políticos e banqueiros) nas coisas más. No meio fica o destino de Portugal, que depende é dos portugueses e não tem nada a ver com o Euro. Bem pelo contrário. Se tivesse ficado pelo Escudo teria sido bem pior. 

Convém notar que os bons anos 90s existiram por causa da Europa, da CEE, da abertura dos mercados, da redução das burocracias, da liberalização económica. Foi o que permitiu a Portugal crescer até ao milénio. E foi o fim dessa lufada de liberdade, a subsequente expansão do estado social ou socialista, mais as regalias, os tachos e as negociatas, que impediram o País de crescer de 2000 em diante.

Com todos estes problemas de base, é possível até que nem o Bitcoin resultasse. Sim, o Bitcoin é uma moeda descentralizada, infalsificável, incensurável, inexpropriável, inelástica, independente, não inflacionária, mas, apesar de todas essas inúmeras qualidades, não resolve o problema da falta de ética de trabalho.

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Henrique Agostinho