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Henrique Agostinho
Henrique Agostinho
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NOSTR”, o acrônimo de “Notes and Other Stuff Transmitted by Relays”, é um protocolo de comunicação aberto, sem direitos de autor, que permite a criação redes de comunicação globais, resistentes à censura, utilizando como base a Lightning Network de Bitcoin.

O protocolo foi criado por @fiatjaf, um programador core de Bitcoin entre outras coisas interessantes: brasileiro, criador de código open source, fã de Olavo de Carvalho, interessado em filosofia e economia da escola austríaca. Um caso exemplar do tipo de pessoas que estão a construir o futuro, enquanto outros se distraem com as tiranias do passado.

O NOSTR serve, essencialmente, para libertar as pessoas do controle que bilionários, políticos, jornalistas e outros psicopatas que tais mantêm sobre a comunicação. Utilizando para isso a rede de pagamentos rápidos sobre Bitcoin, a Lightning Network. O NOSTR serve também para ilustrar que, graças ao Bitcoin, estamos muito no começo do que pode ser uma fase gloriosa para a humanidade.

Se tudo isto parece confuso e até abstrato, é porque é. O NOSTR é uma aplicação de nível 3, sobre um protocolo de nível 2 (a rede lightning) que já de si é nada madura, com base na rede de nível 1 (o Bitcoin) que ainda está na infância. Pode-se até imaginar que todo este edifício é altamente especulativo e ainda pode cair todo antes de ser reconstruído, mas não é verdade, bem pelo contrário, o caminho é irreversível.

Para entender, se tal for possível, ajuda rever alguns paradigmas da tecnologia.

  1. Recentemente, o ChatGPT parece ameaçar o Google com uma mudança de paradigma, ao fim de uma década de monopólio lucrativo, uma posição alcançada depois de trucidar o Yahoo, com, adivinhou bem, uma mudança de paradigma. O Yahoo era um motor de pesquisa baseado em directório, um índice dos vários sites. O Google alterou isso com um algoritmo que procura por conteúdo dentro dos sites automaticamente, em vez de ter humanos a escrever o índice. Vem agora o ChatGPT, que promete uma nova geração de pesquisa, não só lendo e repetindo, mas interpretando o conteúdo.
  2. O Facebook é uma rede social onde avós postam fotos de gatos, mas já foi uma coisa moderna, no tempo em que destronou o Myspace e o Orkut. O NOSTR irá fazer ao TikTok e ao Snapchat o que estes não chegaram a fazer ao Instagram e Whatsapp. Substituindo completamente o conceito de comunicação, a tecnologia de base, o tal paradigma.
  3. Actualmente, vivemos num mundo em que as redes sociais, como o Facebook, não são muito diferentes do KGB. Somos escravos de um paradigma perverso, em que estas organizações se dedicam à manipulação dos factos, propaganda política e perversão da ciência, de modo a olearem algumas negociatas com drogas experimentais ou armas. A pandemia ou a guerra na Ucrânia, são apenas dois exemplos de catástrofes recentes, criadas com os meios de censura massificada das redes sociais, acções que agradariam à Gestapo.
  4. As redes sociais não são mais do que a combinação de dois serviços num só. Por um lado, um meio de comunicação, de troca de mensagens, e por outro um sistema de endereços, de identificação de utilizadores. Todo o poder das redes sociais para manipular e enganar pessoas inocentes, depende desse paradigma, destas duas funções estarem combinadas de forma acessível e confortável.
  5. O Bitcoin é uma rede monetária que, além de dinheiro, é também uma caixa de pandora de novos paradigmas muitos. Os pares de Chave Privada /Chave pública das carteiras, servem de autenticação de indivíduos sem precisarem de um controlador central. Os canais de pagamento servem também para transmitir mensagens sem precisarem de um servidor central. Ora, o NOSTR o que faz é abrir estas duas funcionalidades (a autenticação via chave das carteiras e os canais de comunicação de pagamentos) de forma privada, livre e descentralizada.
  6. Ao contrário das redes sociais centralizadas, o NOSTR é verdadeiramente privado. O dono das mensagens não são as empresas (os servidores), mas os utilizadores, que a qualquer momento podem exercer a sua liberdade, trocar de servidor e migrar, junto todo o seu conteúdo e seguidores. Esta é a mudança de paradigma que permite a comunicação privada e incensurável.

Quem acedeu à Internet no arranque dos anos 90, via as BBS, teve uma experiência semelhante à de quem hoje em dia usa (tenta usar) o NOSTR. Complicado, demorado, confuso, vazio. Uma brincadeira para geniozinhos da tecnologia exibirem a sua genialidade e pouca habilidade social. 

Quem acede à internet hoje em dia, tem até dificuldade em imaginar a vida sem ela. Daqui para uns anos, talvez 20, talvez menos, o NOSTR e outras aplicações acessórias, do Bitcoin, serão tão, ou mais, importantes para toda a gente até do que a Internet é já hoje.

Leitura complementar:

​​https://www.zerohedge.com/technology/how-nostr-will-change-world-privacy

https://damus.io/ (a aplicação mais popular de NOSTR chama-se damus, nostrdamus)

Nostrich a mascote do NOSTR

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Henrique Agostinho