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Henrique Agostinho
Henrique Agostinho
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No fim-de-semana passado assistimos ao segundo maior colapso bancário da história dos EUA. Foi apenas um banco regional, o Silicon Valley Bank, mas grandinho, pois que, a regulação do FED tem vindo a acelerar a concentração em cada vez menos e maiores bancos.

Depois, durante a semana, foram os bancos europeus, com o Credit Suisse à cabeça, a deslaçar. Muitos destes bancos são globais, enormes e de características sistémicas, too big too fail. Mas na prática, da forma como o sistema bancário está encurralado, os bancos europeus não passam bancos regionais.

A explicação para tal está na ausência de dinheiro. A partir do momento que se entra num sistema FIAT, em que o sistema bancário depende apenas da credibilidade do banco central, só pode haver um banco. E esse é o FED. Todos os outros bancos, incluindo outros bancos centrais, são apenas subsidiárias, satélites e quanto mais longe do centro estiverem, mais fracas são.

Os bancos não são um negócio, não são privados e não são um mercado. Não são um negócio porque não precisam de ganhar dinheiro, têm bailouts. Não são privados, porque quem paga os buracos é o contribuinte. E não são concorrentes de um mercado, porque dependem todos de um só decisor.

Os bancos são, então e apenas, uma cambada de gente com acesso privilegiado ao pote mágico do FED, são como departamentos do governo americano. E uma vez que não importa a qualidade do seu trabalho, não importa o serviço ao cliente, não importa se fazem bons ou maus investimentos, o que diferencia um banco do outro é tão só a proximidade ao banco central é a sua capacidade para exigir um bailout. 

Assim, lixam-se os bancos pequenos ou médios, porque não são sistémicos, quer dizer, não têm tanto lobbying. Lixam-se também os bancos europeus, porque não chegam facilmente ao pote. Igualmente lixados estão os outros bancos centrais, porque estão igualmente  dependentes do FED e, ao serem estrangeiros, não conseguem fazer grande pressão em Washington.

Num mundo onde não há dinheiro de verdade, como este que por enquanto vivemos, depois do ouro se tornar obsoleto e antes do Bitcoin se instalar como solução, só existe a honestidade dos políticos para servir de lastro à moeda. E como os políticos não são de confiar, vendem-se rápido a quem mais paga, o resultado, é uma concentração de poder e riqueza em que mais pode cobrar impostos, ou imprimir dinheiro, que é a mesma coisa.

O dólar é a moeda de reserva mundial, logo todas as outras moedas dependem do dólar. O dólar é criado pelo FED, logo todas as pessoas dependem do FED. Quem está mais perto do FED, ganha e todos os outros morrem, primeiro devagar e depois de repente. Antes, quando o ouro era dinheiro, havia mercado interbancário. Cada banco tinha um bocadinho de ouro e todos os bancos deviam uns aos outros e ninguém mandava em tudo. Era uma teia, agora é uma pirâmide.

Neste contexto, para todos os problemas monetários, a consequência é a maior concentração no topo da pirâmide: Crise Asiática em 1998 e estoiro da bolha Dotcom em 2000 – Bailouts e concentração de poder; Crise financeira de 2008 com o subprime – Bailouts e concentração de poder; Crise das dívidas soberanas em 2010 – Bailouts e maior concentração de poder; até o pequeno fogacho do Silicon Valley Bank, agora 2023, resulta da mesma forma – Bailout e concentração de poder.

A pirâmide irá então continuar a inchar, secando tudo à sua volta, até desaparecer, sob o seu próprio peso. Nesse dia, acaba o sistema FED e começa o Bitcoin.

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Henrique Agostinho