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Luís Gomes
Luís Gomes
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Criptomoedas: o que são?

As Criptomoedas são moedas com uma existência puramente digital; foram criadas em oposição às moedas fiat, dado que estas apresentam vários defeitos, que seguidamente iremos explicar.

As moedas fiat que utilizamos todos os dias, como o Euro ou o Dólar norte-americano (USD), surgiram em 1971, após o término dos acordos de Bretton Woods que colocaram um fim à convertibilidade do USD em Ouro.

Até essa data, o dinheiro era Ouro. O USD era convertível em Ouro ao câmbio de 35 USD por onça de Ouro (1 onça corresponde a 31,103 gramas), ou 1 125 USD por Kg de Ouro, se usarmos o sistema métrico.
Desde 1971, o dinheiro não tem qualquer lastro, ou seja, deixou de estar ligado a uma matéria-prima como o Ouro, passando a ser dinheiro emitido pelo governo – é dinheiro porque assim decretou o governo. Em consequência, a quantidade de dinheiro em circulação, em particular a sua criação, passou a depender em exclusivo do Banco Central e do sistema bancário.

Problemas das moedas fiat

Podemos apontar uma série de problemas ao actual sistema monetário fiat, dos quais destacamos:

  • O Banco Central e o sistema bancário decidem em exclusivo a quantidade de dinheiro em circulação, não existindo qualquer freio ou controlo, tal como aquele que era colocado pelo Ouro;
  • Os bancos comerciais são entidades permanentemente insolventes; caso todos os depositantes desejem converter os seus depósitos em notas e moedas, nenhum banco está apto para fazê-lo, pois apenas existe uma pequena fracção dos depósitos em notas, moedas e reservas junto do Banco Central. Por esta razão, diz-se que o sistema está assente na confiança, dado que a prática de reservas fraccionadas está legalizada;
  • A segurança dos depósitos e das transferências, em particular o seu registo e manutenção, depende de uma entidade central, como é o caso de um banco comercial, e de redes estabelecidas por acordos internacionais (swift). Além disso, o supervisor, o Banco Central, vigia sistematicamente a custódia dos bancos para garantir a sua segurança e solidez, no entanto, com enormes custos e riscos;
  • Em lugar do Ouro, no sistema fiat a criação de moeda surge a partir de dívida; a criação de dinheiro é tanto maior quanto maior a dívida emitida; exemplos? Quando o Banco Central adquire obrigações soberanas no mercado secundário, emitindo dinheiro para o efeito; ou quando um banco comercial concede um empréstimo e, ao mesmo tempo, regista um depósito à ordem a favor do cliente, ocorrendo a criação de dinheiro. O crescimento exponencial da dívida, como ocorre deste 1971, é prejudicial à acumulação de capital e, em consequência, à prosperidade das sociedades, em virtude da destruição da poupança;
  • O mercado de poupança está a ser paulatinamente destruído, a partir do momento que os Bancos Centrais decidiram manipular as taxas de juro, conduzindo-as para valores inferiores àqueles que resultariam num livre mercado.
  • Assim, há anos, temos o absurdo de taxas de juro negativos ou reais negativas, insuficientes para compensar a inflação, resultando num confisco da sociedade por parte do sistema bancário, em que os credores são prejudicados a favor dos devedores. Esta destruição tem servido para manter baixos os custos de financiamento dos governos, gerando a necessidade dos Bancos Centrais emitirem dinheiro para comprar obrigações soberanas – emitidos pelos Estados – , mantendo um ciclo de inflação sem fim.

O que são criptomoedas e como funciona?

Uma Criptomoeda é um código de computador gerado por um software disponível publicamente, permitindo a guarda e a realização de transferências entre carteiras digitaisendereços. O código-fonte aberto originou-se com o Bitcoin há mais de uma década; este programa de computador corre numa extensa rede de computadores privados em todo o mundo.

O código-fonte verifica e agrupa transacções num registo público conhecido como o blockchain; trata-se de um gigantesco arquivo que contém todas as transacções já realizadas e que pode levar dias para ser descarregado pela primeira vez, caso um computador decida aderir à rede Bitcoin.

Blockchain o que é?

O blockchain é o equivalente a um livro-razão de contabilidade; sempre que se encerra uma página, transportamos o saldo para a página seguinte; o blockchain do Bitcoin funciona exactamente da mesma forma, no entanto, o encerramento de uma página – o valor a transportar – é na verdade o fecho de um bloco de transacções atribuído ao computador que seja capaz de resolver complexas equações matemáticas em primeiro lugar; por esta razão, a rede Bitcoin exige um enorme poder computacional.

Quem fecha um dado bloco tem direito a receber novos Bitcoins, aquilo que designamos por mineração – é uma forma de remunerar os computadores privados da rede Bitcoin pelo processo de registo das transacções. Ao método de funcionamento da rede Bitcoin designamos por proof-of-work (prova de que o problema foi resolvido, caso contrário, o bloco não poderá ser encerrado).

Regra geral, a quantidade real de Criptomoeda a ser colocada em circulação é limitada, valor definido através do código-fonte. Por exemplo, o algoritmo do Bitcoin limita a quantidade de tokens a 21 milhões. Depois de ser atingido esse número, a emissão de novos Bitcoins cessa.

Tipo de criptomoedas

Há milhares de diferentes tipos de Criptomoedas. Todos os dias são criadas novas. Algumas, como é o caso do Bitcoin, têm um enorme reconhecimento público. No caso do Bitcoin, o seu reconhecimento advém do facto de ter sido a primeira Criptomoeda. Outras, como o Shiba Inu, resultam de modas da Internet, em particular dos famosos tweets do multimilionário Elon Musk, o fundador da Tesla. A página web CoinMarketCap.com mantém uma lista em tempo real das criptomoedas que são adicionadas a todo o momento.

As criptomoedas são criadas normalmente por desenvolvedores e empreendedores de variadas visões políticas ou económicas. No caso do Bitcoin, a sua criação teve lugar em 2009 através de uma pessoa ou grupo de pessoas sob o pseudónimo de Satoshi Nakamoto – permaneceu praticamente anónimo desde então.

O Ethereum, criado em 2015 pelo russo Vitalik Buterin, permitiu um enorme salto tecnológico, com a possibilidade de Smart Contracts, aplicações com tecnologia blockchain e novas Criptomoedas dentro do protocolo. No meio de uma brincadeira, segundo dizem, o engenheiro de software Billy Markus criou o Dogecoin; hoje, esta criptomoeda (Outubro de 2022) vale 7,7 mil milhões de USD.

A prova da quantidade de Criptomoedas que alguém possui fica arquivada na blockchain. O registo é actualizado na rede a cada nova transacção – (i) quando um novo Bitcoin é minerado; (ii) quando alguém faz transferências de criptomoedas.

Em conclusão, as Criptomoedas vieram resolver vários problemas das moedas fiat, dos quais destacamos:

  • Não existe uma autoridade central, seja um Banco Central ou um banco comercial, as transacções são realizadas sem qualquer intermediário; a revolução das Criptomoedas é semelhante à disrupção tecnológica originada pelo aparecimento do correio electrónico (email), dado que antes necessitávamos de entregar as nossas cartas num correio, isto é, um intermediário. Neste caso, qual a vantagem? Imaginemos que o governo decreta o congelamento da nossa conta bancária, neste caso, o banco – o intermediário – terá de seguir essas instruções. Se as nossas Criptomoedas estiverem numa wallet de criptomoedas, torna-se impossível a qualquer autoridade confiscar, congelar ou subtrair Criptomoedas;
  • As transferências são globais, sem dependerem de uma rede swift, com custos associados muito elevados; uma pessoa que viva, por exemplo, na Rússia – um país sujeito a enormes sanções -, sem acesso ao sistema swift, pura e simplesmente está impedido de realizar transferências de e para um banco português. Desde que exista Internet, nada impede a transferência entre endereços, independentemente de fronteiras, nacionalidades ou localização geográfica;
  • Não existe a prática de reservas fraccionadas; ao contrário do sistema fiat, em que os bancos estão permanentemente insolventes, tal prática é impossível com as Criptomoedas. Em qualquer momento, apenas com um acesso à Internet, qualquer pessoa pode auditar as quantidades de Criptomoedas existentes em qualquer wallet de criptomoedas. Se o blockchain indica 10 Bitcoins num dado endereço (wallet de criptomoedas), esses Bitcoins existem mesmo e não são um mero extracto bancário de um banco que nunca corresponde à realidade.
  • O Bitcoin é uma das melhores Reservas de Valor criadas pela humanidade. Tal como o Ouro, a produção anual de Bitcoins representa menos de 2% do total de tokens emitidos até à data, com tendência a decrescer até serem atingidos os 21 milhões de Bitcoins, a emissão máxima possível. Tudo isto funciona ao contrário das moedas fiat, onde a criação de dinheiro é imparável e causadora de enorme inflação;
  • É mais seguro que uma conta bancária. O proof-of-work, o método utilizado pelos mineradores do Bitcoin, exige maior poder computacional à medida que nos aproximamos dos 21 milhões de tokens e existem mais mineradores, por conseguinte, maior quantidade de energia é exigida. Ou seja, a mineração é cara, o que contribui para a segurança do blockchain, tornando-o praticamente imune a ataques de hackers. Tal não acontece para os sistemas de informação de um banco comercial.

Bitcoins preço? Como funciona a formação de preços?

O preço do Bitcoin, bem como de qualquer Criptomoeda, resulta da velha lei da oferta e da procura.
Ao contrário da maioria dos activos financeiros, onde o preço é formado em bolsas centralizadas, sujeitas a manipulação – estímulos dos Bancos Centrais, corretoras que vendem informação acerca das ordens pendentes dos clientes, derivados financeiros com impacto directo no preço do activo subjacente -, as Criptomoedas são negociadas em bolsas dispersas, onde a formação de preços acontece segundo a lei da oferta e da procura.

Além disso, a oferta de Criptomoedas é conhecida por todos os intervenientes, ao contrário das moedas fiat, onde o “capricho” ou um estímulo dos Bancos Centrais, pode gerar uma impressão desenfreada de moeda, provocando inflação, ou seja, diminuir o poder aquisitivo da moeda.

Veja-se o que aconteceu recentemente com a Libra Esterlina, depois do colapso do mercado de dívida pública (Gilts) ter obrigado o Banco de Inglaterra a regressar à impressão massiva de moeda para ser usada na aquisição de obrigações, com o objectivo de fazer subir o seu preço e salvar vários Fundos de Pensões britânicos. Tal política provoca a queda do valor dessa moeda fiat. No caso das Criptomoedas, não existe qualquer autoridade central que possa determinar a sua oferta.

Em resumo, os preços das Criptomoedas são formados a partir de várias ordens de compra e venda colocadas por milhões de pessoas em diversas bolsas espalhadas pelo globo.

Por fim: Como investir em Criptomoedas?

Consulte o nosso artigo: “Como comprar bitcoins em portugal?


Destaques Autor
img:Luís Gomes

Luís Gomes