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Henrique Agostinho
Henrique Agostinho
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Nunca desperdiçar uma boa crise, é uma das marcas dos líderes bem sucedidos. Infelizmente, no que toca a políticos e crises, o caso presente é mais do tipo: fazer a festa, lançar os foguetes e apanhar as canas. Que é como quem diz, não só a presente crise foi totalmente criada por erros do governo, como o governo ainda arranja forma de piorar o que já estava mau.

Ao longo das duas últimas décadas, o objectivo declarado dos governos e bancos centrais foi aumentar a inflação. Fizeram de tudo para espicaçar o bicho: gastaram à bruta, salvaram bancos, inventaram juros negativos, sempre com o argumento que a inflação era necessária e os preços baixos são uma desgraça.

O resultado de aumentar a inflação, seria, segundo essas mentes perversas, aligeirar o peso do endividamento na economia. Coisa nada pequena, que entre a dívida pública, os bailouts a bancos, os subsídios a empresas estratégicas, os salários dos funcionários e as pensões sem correspondente poupança, é grotescamente insustentável.

Sem nunca explicar como nem porquê, toda a gente assumiu que o aumento da inflação era então bom para quem está endividado e, como ninguém deve mais do que os governos, a inflação era portanto uma necessidade governamental premente. O que se esqueceram de clarificar, é o que acontece depois de criada essa tal da inflação, pois, convinha saber:

Ora, vai-se a ver e sobem-se os juros para controlar a inflação. Contrariando assim todas as vantagens anunciadas quando criaram inflação. Juros mais altos, tornam as dívidas mais pesadas, reduzem a actividade económica e colocam pressão extra para aumentar, ainda mais, os gastos governamentais e, assim, voltar a relançar a tal da inflação. 

Não precisava de ser assim. O governo poderia bem aproveitar a crise inflacionária para deixar deslizar o seu custo primário, cortar nos salários dos funcionários. Podia também aproveitar para abrandar o sufoco sobre a economia produtiva, cobrar proporcionalmente menos impostos. E podia assim criar condições para relançar a economia. Ora, poder podia, mas não quer. Porque isso significa que o Estado estaria preocupado com o nível de vida da população em geral. Coisa que obviamente não está, pois que se estivessem, não cobravam impostos.

O governo cuida, em primeiro, e último lugar, de preservar os rendimentos daquelas pessoas que lhe são próximas. No Estado tudo pode falhar, exceto os salários da elite, as reformas milionárias, as negociatas com empresas do regime, os salvamentos aos bancos, esses são sempre pagos, custe o que custar.

No entanto, por mais que criem inflação para combater o aumento de preços, ou aumentem os juros para facilitar o pagamento das dívidas, algum dia o logro vai ter de quebrar. De uma forma ou de outra, com ou sem inflação, o Estado já é incomportável. Já gasta demais. Já estrangula qualquer lampejo de prosperidade. Como tal, a bem ou mal, vai acabar por emagrecer, muito.

Infelizmente, a dieta do Estado, não será feita nem a bem, nem agora, via inflação, como foi prometido lá atrás quando criaram o aumento dos preços. O que seria até bem menos doloroso do que uma futura solução final. O problema do excesso de Estado vai continuar a ser empurrado com a barriga, muito para lá do ponto de não retorno, até ao colapso total.

A dieta do Estado só ocorrerá quando o governo simplesmente não tiver mais por onde cobrar. Quando a economia produtiva estiver desligada do sistema monetário fiduciário, desnacionalizada, descentralizada, desgovernalizada. Que é como quem diz, assente em Bitcoin.

(fat lizard politician, criado por dall-e)

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Henrique Agostinho