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Henrique Agostinho
Henrique Agostinho
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Logo depois das quarentenas, em que muita gente se esqueceu de trabalhar, o PIB dos países desenvolvidos revelou as marcas da brincadeira, com quedas entre os 10% e 20% no segundo trimestre de 2020.

Um trambolhão e tanto, mas mesmo assim, contabilizou apenas uma pequena parte do real dano causado à economia pelo planeamento central. A quebra total da riqueza resultante das proibições de trabalhar foi bem maior, entre 1⁄3 e metade, mas para já, o PIB ainda não o reflete, pois está a cumprir o objectivo para qual o indicador foi criado: Ocultar a miséria gerada pelo roubo fiscal.

Sim. O PIB foi criado, a pedido do Banco Mundial, por um comité de Marxistas, incluindo, nada menos do que o famoso falsário, J.M. Keynes. Na ocasião, os artistas elaboraram um modelo de cálculo para a riqueza produzida, o PIB, que à primeira vista, cumpria com o objectivo declarado, medir a riqueza gerada, mas tinha também uma série de buracos, cuidadosamente introduzidos, para manter a ilusão de progresso nos regimes socialistas.

A saber, alguns buracos lá metidos são:

1) Confundir gasto com investimento. O cálculo do PIB é feito do lado da produção e não do lado da venda. Em teoria, é quase a mesma coisa, o que é produzido acaba vendido e o que foi vendido, foi produzido, mas, o ângulo enviesado usado, permite fazer boas aldrabices, ignorando a qualidade. 

Um exemplo, que é baseado num caso real, se uma fábrica produz um par de sapatos, isso entra no PIB como o valor de um par de sapatos. No entanto, a URSS produzia milhares de sapatos só do pé esquerdo, sem o respectivo pé direito, e esse desperdício não era contabilizado. Para a fórmula do PIB somos todos pernetas, fazer mil pares de sapatos esquerdo+direito ou fazer 2 mil pés esquerdos, sem direitos, é equivalente.

2) Funcionários públicos a pagar impostos. No PIB, o gasto público é contado como ganho, e duas vezes. No que forma o maior dos buracos metidos na fórmula. Isto porque, no socialismo tudo é do Estado, apesar de no Estado não se vender nada, e como tal não se criar riqueza. Um PIB a sério teria de desconsiderar o consumo público, pois as coisas só valem o quanto as pessoas estão dispostas a pagar por elas.

Para contornar esta dificuldade prática, inventaram então que todo o dinheiro gasto pelo Estado era equivalente à produção. Vai daí, se o estado der mil euros a um funcionário, conta logo como mil euros de produção. Depois, esse funcionário vai gastar aquele dinheiro em coisas para si próprio, coisas que foram de facto vendidas, voltando o PIB a contar com mais mil euros desse produto. O tanto desviado pelo Estado, passa a contar, e duas vezes.

Este ardil é a principal razão pela qual o PIB de Portugal no Q2 de 2020 apenas caiu 15%, pois o Estado, apesar de ter as escolas fechadas, tribunais fechados etc e tal, cortando actividade, pagou os salários e pensões por inteiro, valor que se foi somar ao PIB, por inteiro e a dobrar.

3) Bancários fazem contas ao contrário. O terceiro buraco metido na fórmula do PIB é o produto bancário. Se determinada coisa é comprada com recurso a crédito, não houve geração de riqueza, houve sim antecipação de consumo. A fórmula original até descontava com isso, subtraindo ao valor produzido o valor antecipado em crédito. Deitando abaixo o PIB na medida da expansão do crédito, o que era chato, especialmente para quem manda no FMI e no Banco Mundial. 

Sem hesitar, meteram a mentira mais martelada de todas, onde estava um “-” colocaram um “+” e o consumo antecipado pela dívida (que empobrece), passou a ser considerado um aumento da riqueza medida.

4) Aumentar o PIB à bomba. Por fim e o mais ridículo, o buraco do gasto militar. Uma bomba, como é óbvio, não tem valor económico, só faz buracos, mas porque na URSS o que produziam eram bombas e nada mais, lá os senhores especialistas do PIB tomaram a decisão de inventar que rebentar uma bomba equivalia a ficar mais rico na proporção dos custos de produzir essa bomba. Ficou o descaramento marxista armado.

É curioso notar que, com todas estas falsificações, o PIB ainda não consegue esconder o falhanço do socialismo. Ao fim de alguns anos, o indicador falsificado por Keynes e amigas, acaba por confessar o desastre económico e a miséria geral saído das intervenções do governo. Os socialistas, até a fazer o socialismo falham.

No entanto, no curto prazo, de um ano para o outro, tudo o que é desperdício público aparece a empolar o valor do PIB e, como no longo prazo estarão todos mortos, a roubalheira pode continuar. 

PIB = Riqueza produzida no País + (-1) * Destruição pelo Estado

A destruição da economia pelos confinamentos, moratórias, inflação, sanções, emergência climática, come insetos e o mais que aí virá, não acabará enquanto não se tiver suado metade da riqueza mundial, já destruída pelo confinamento central. Até lá, aquilo que os políticos forem apresentando como resultados trimestrais, é apenas o achatar da curva da indignação popular, com recurso a mentiras tão descaradas quanto elaboradas, a obra maior dos doutores marxistas.

Pois que não se pense que os senhores que passeiam pelas faculdades de economia são ingénuos, ou se enganam a somar. Eles sabem muito bem o que valem, estão carregadinhos de culpa, apenas escolhem continuar a mentir, já que a alternativa é irem trabalhar, e Deus os livre dessa desonra.

E mais, vão continuar a mentir até ao Bitcoin se implementar. Não é por acaso que o PIB foi criado nos anos 30, bem na ressaca da primeira guerra mundial, da criação do FED e do Banco Mundial, da expropriação do ouro e de Bretton Woods. O fim do padrão ouro, a substituição do dinheiro por dívida, permitiu maximizar as mentiras económicas governamentais e assim ficará, até um novo padrão monetário, com dinheiro real, se implementar. O Bitcoin resolve, mas infelizmente vai demorar.

Informação sobre a fórmula de cálculo do PIB baseada no livro: “GDP: A Brief but Affectionate History” de Diane Coyle

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Henrique Agostinho