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Henrique Agostinho
Henrique Agostinho
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O Bitcoin vale tão pouco, está tão barato, que volta e meia dizem até que está morto. O Bitcoin já terá morrido umas centenas de vezes, para depois, estranhamente renascer outra vez, só para lhe ser decretada mais uma nova morte pouco depois. Ao fim de tanta mortandade, só se pode concluir que o Bitcoin não está morto, porque está vivo. E estar vivo é o contrário de estar morto. 

O Bitcoin está tão vivo que evolui, cresce, desenvolve-se. Todos os dias há pessoas um pouco por todo o mundo que criam novos pedaços de código, para tornar o bitcoin mais fácil de utilizar, mais relevante, mais eficaz. Não são pessoas quaisquer, é verdade. Os desenvolvedores do Bitcoin são alguns dos programadores mais inventivos, geniais e incompreensíveis do mundo. Simultaneamente capazes de entender conceitos técnicos abstrusos, implementar as soluções mais engenhosas para aplicações que ninguém tinha sequer desejado e de discutir cada próximo avanço como se a vida deles dependesse disso. Tudo isto de graça, apenas pelo prazer de ser reconhecido como um geniozinho a mais dentro da comunidade.

Com estas contribuições e desenvolvimentos, o código do Bitcoin é o mais auditado de sempre, bem mais do que qualquer sistema operativo tipo o IOS ou software tipo Excel. O código do Bitcoin cresceu tanto que a sua base se tornou um pouco como os chips, que toda a gente usa sem pensar, pois só uma mão cheia de pessoas no mundo tem ideia de facto como funciona e poderia assim pensar alguma coisa sobre o assunto.

Quase todos os dias são criadas e adicionadas pequenas novidades ou aplicações, a um ritmo difícil de acompanhar. Por exemplo, este mês de maio o Bitcoin-Core, sistema operativo utilizado pelos nós que registam as operações, foi migrado para a sua versão número 25. Enquanto isso, o IOS que até é 3 anos mais velho, vai na versão 15. 

Depois, somam-se ainda, muito de vez em quando, a introdução de grandes alterações no coração do código. O tipo de alterações, de fundo, que o Bitcoin teve recentemente 2, muito importantes, feitas em andamento, já depois de ser usado por milhões de utilizadores. Com o extra destes upgrades serem feitos de uma forma mais do que democrática, onde toda a gente tem uma voz e só avançam quando toda essa multidão está de acordo. 

Trata-se de um processo ruidoso que dá direito a discussões sem fim. Que foi possível levar a bom porto duas vezes (em 2017 e 2021) e talvez não venha a se repetir, pois há uma enorme lista de propostas para discutir e muito mais coisas para fazer que não exigem tanta coordenação.

Às alterações das regras base chamam-se de “soft-forks” e são feitas de forma em que todas as regras anteriores se mantêm válidas, mas agora exige-se mais umas regras extra e da combinação destas regras retiram-se novas possibilidades. 

  • Em 2017 o upgrade introduzido foi chamado de Segwit, que permitiu a Lighting Network a rede de pagamentos mais rápida e económica do mundo e o NOSTR, o protocolo anti-censura para comunicação online.
  • E em 2021 o Taproot, permitiu introduzir quase todo o tipo de operações condicionais (smart-contracts) e desandou nas febres do momento dos Ordinals (os NFTs do Bitcoin) e do BRC-20 (tokens sobre o blockchain do Bitcoin) ou o Bitmap (o metaverso sobre Bitcoin).
  • Agora, em 2023 fala-se dos covenants, convénios. Uma solução para poder enviar moedas que só podem ser gastas mediante regras predefinidas. A aplicação prática mais imediata seria evitar roubos, com a criação de cofres, mas tal como o Segwit deu origem ao inesperado NOSTR ou o Taproot aos polémicos Ordinals, se os Covenants avançarem (que é tudo menos certo) nada impede de as aplicações que despontam serem também elas fora da caixa.

É então por isso tudo que o Bitcoin está vivo, porque tem uma grande equipa mundial dos melhores génios da programação a colaborar com inovações, porque quase todos os dias alguém traz uma nova ideia, funcionalidade, correcção ou melhoria e porque dessa atividade saem as tais aplicações como se diz, fora da caixa, no caso, fora do caixão, vivinho da costa.

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Henrique Agostinho

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