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Luís Gomes
Luís Gomes
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Na passada semana, 10 de março, o banco norte-americano Silicon Valley Bank (SVB) foi encerrado pelas autoridades de supervisão. No final de 2022, o SVB possuía 175,4 mil milhões de Dólares norte-americanos (USD) em depósitos. Naquele momento, a esmagadora maioria não estava protegida pelo seguro de depósitos dos EUA; na verdade cerca de 93,9% – 163,1 mil milhões de USD – encontravam-se nesta situação.

Recordemo-nos que o seguro de depósitos nos EUA é de 250 mil USD; ou seja, se um cliente possuía um depósito de 1 milhão de USD no SBV, 750 mil USD estariam em risco, caso o SVB abrisse falência. Podemos imaginar as perdas que seriam infligidas nos depositantes!

O colapso do Silicon Valley Bank

O que levou à falência do SVB? Na minha opinião, a resposta é simples: a prática de Reservas Fraccionadas. Uma vez mais, parece que vamos entrar numa nova crise financeira sem discutir o essencial: em resultado desta prática, os bancos são entidades permanentemente insolventes, por isso se diz tratar-se de um negócio baseado na “confiança” – não devo ir ao banco reclamar o que é meu!

E porquê? Emitem dinheiro na concessão de crédito – o dinheiro é fabricado do nada, sem qualquer contrapartida de bens e serviços na economia – e podem aplicar o dinheiro dos clientes nos mercados financeiros e investimentos que entendam, quando o mesmo deveria estar à sua guarda, o seja, sem qualquer risco e inteiramente disponível, o que não aconteceu com o SVB e não acontece com os demais bancos.

Antes de dissecar esta triste história, não deixo de assinalar que a falência da corretora de Criptomoedas FTX resultou em perdas entre 1 a 2 mil milhões de USD para os depositantes – na sua esmagadora maioria tratavam-se de depósitos em Criptomoedas.

Em comparação com a dimensão da falência do SVB, que era no final de 2022 o 16º sexto maior banco norte-americano por valor de ativos, com uma notação financeira A1 pela Moody’s, a falência da FTX foi uma “brincadeira de crianças”. Apesar de tudo, não faltaram os apelos pungentes à “urgente regulação” das Criptomoedas, precisamente o que não evitou a falência do SVB!

Ao contrário dos bancos, a tecnologia blockchain garante aos donos dos ativos o seu controlo total

Neste contexto, bancos e reguladores continuam a ignorar – eles sabem, mas não reconhecem – que a tecnologia blockchain veio resolver praticamente todos os problemas do sistema financeiro fiat, em particular a possibilidade de custódia própria das Criptomoedas, sem necessidade de recorrer a um terceiro, neste caso um banco que pode falir a qualquer momento.

Pela primeira vez, o dinheiro digital tornou-se semelhante ao dinheiro físico: a custódia do dinheiro é minha; em lugar do meu bolso, está num endereço (wallet) por mim controlado, pois as chaves-privadas estão na minha posse.

A reação da mais importante Criptomoeda, o Bitcoin, durante a presente semana, assinalou a confiança dos investidores no ativo mais seguro do mundo (ver Figura 1).

Figura 1

Passemos então às razões da falência do SVB. Este banco, ao contrário do que se possa imaginar, seguiu todas as recomendações dos reguladores, investindo, por exemplo, em obrigações do tesouro norte-americano; que “melhor” existe para investir, se não o “papel” do governo federal norte-americano?

Para melhor ilustrar a situação, observemos a Figura 2, em particular a obrigação negociada a 100 Euros; este valor paga 10 Euros todos os anos ad aeternum: isto significa que a rendibilidade implícita é de 10% (10/100).

Figura 2

De repente, em virtude da crise Covid-19, o Banco Central desata a imprimir dinheiro e a comprar obrigações no mercado secundário, colocando pressão compradora. O SVB, para não perder o “comboio” e a “festa” de compras com “dinheiro de monopólio”, junta-se às compras do Banco Central, colocando ainda maior pressão compradora, resultando num novo preço: 200 Euros por obrigação; ou seja, irá obter um retorno de apenas 5%, em lugar de 10%, caso as tivesse adquirido ao anterior preço de 100 Euros.

Neste contexto, com dinheiro a “rodos” e “barato”, a inflação começa a disparar e o Banco Central decide “atacar” a inflação por si criada, desatando a subir os juros de forma inexorável, alcançando os impensáveis 20%; o que irá acontecer ao preço das obrigações no mercado: cai 50% de preço, para 50 Euros (ver Figura 2).

Em paralelo, com a subida dos juros, os clientes do SVB interrogam-se: por que raio estou com o dinheiro aqui a 10%, quando posso obter 20% com obrigações do governo ou aplicando num fundo de tesouraria do mercado monetário? Como é óbvio, decido retirar o “meu dinheiro”, o tal, que em lugar de estar à guarda do banco – caso existissem reservas 100% –, está aplicado nos “mercados”.

A debandada dos clientes do SVB

Quando os clientes desatam a resgatar o “seu dinheiro”, o SVB tem de obter “liquidez” nos mercados, vendendo a sua carteira de obrigações em “desespero”, ou seja, com uma perda de 50%. Apercebendo-se da fuga de depósitos, acelera as vendas a piores preços, dando-se conta no final que serão insuficientes para cobrir as saídas de depósitos, declarando a inevitável falência.

Como em todas as fugas, alguns clientes do SVB não lograram “fugir”, não “foram a tempo”; mas têm sorte, são homens de negócios ligados a empresas tecnológicas que não interessa “incomodar”. Vai daí, no Domingo à noite, no dia 12 de Março, as autoridades decidem alterar as regras, anunciando que todos os depósitos do SVB estão assegurados! Ou seja, 100%, em lugar de um máximo de 250 mil USD por depósito. Os amigos são para as ocasiões!

Mas não se ficaram por aqui. Na segunda-feira, dia 13 de março, o Banco Central norte-americano anunciou uma linha de crédito com “condições especiais”: os bancos deixam de necessitar de vender a sua carteira de obrigações e de crédito em condições “desfavoráveis”, bastando solicitar um empréstimo ao Banco Central e entregando como colateral essas obrigações avaliadas ao valor facial!

Um exemplo prático

Para ilustrar: vamos supor que o leitor desejava solicitar um crédito pessoal ao banco no valor de 10 mil Euros; para ser concedido, o banco exige uma garantia que cubra pelo menos 110% da dívida, podendo ser um penhor de um depósito à ordem ou acções de uma empresa cotada em bolsa. Se o leitor tivesse adquirido ações da Tesla há um ano por 20 mil Euros, mas hoje valem apenas 2.500 Euros, o banco irá aceitar esta garantia ao valor facial: 20 mil Euros!

E qual o limite máximo destes empréstimos por parte do Banco Central, com garantias avaliadas ao valor facial? 2 biliões de USD, segundo a agência noticiosa Bloomberg! O sistema financeiro norte-americano é tão seguro, mas tão seguro, que necessita de uma injeção de “liquidez” – um eufemismo, é melhor usar a expressão “impressão massiva de dinheiro” – de 2 biliões de USD; podemos todos estar descansados!

Para fechar o “ramalhete”, nada como a cereja no topo do bolo: a entidade que gere o seguro de depósitos dos Estados Unidos, a FDIC, exigiu às entidades com propostas de compra da massa falida dos bancos recentemente encerrados, o SVB e o Signature Bank, que garantissem no futuro não estabelecer qualquer relação de negócio com as empresas de Criptomoedas. 

O sistema fiat é isto: em lugar de concorrer, tenta “abater”, por todos os meios, as Criptomoedas, talvez por saber que é muito superior a todos os níveis: tecnologia, segurança e privacidade. De que espera para fugir comprando Bitcoin?

Transaccionar criptomoedas envolve riscos, tanto na negociação como no armazenamento das mesmas, por esta razão é fundamental que o seu parceiro nesta jornada possa garantir a segurança das suas operações.


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Luís Gomes

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