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Henrique Agostinho
Henrique Agostinho
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  • Como é que sabemos que ninguém mais mexe na nossa conta?
  • O que acontece ao dinheiro quando se transfere de um banco para outro?
  • Como é que se garante que o banco tem o dinheiro para pagar?
  • Como é que evitamos que o banco cobre comissões sem serem autorizados?
  • Como é que garantimos que podemos usar o dinheiro do banco quando precisarmos?
  • Uma das revelações mais interessantes que atinge quem começa a utilizar criptomoedas, é ficar assustado com a forma como funcionam os bancos tradicionais. Não é coisa para acontecer à primeira vez, nem quando se faz uma aposta numa moeda palerma, dedicada a um cão, daquelas que vai subir para a lua. É depois, quando se usa criptomoedas mesmo.

    Quando se envia criptomoedas de um lado do mundo para o outro, quando se guarda em cold-storage, quando se cria um on-ramp e um off-ramp, quando se faz staking ou quando se aplica em smart-contracts. 

    Tudo isto são operações estranhas e desconhecidas para quem toda a sua vida se habituou a meter o dinheiro no banco. Mas, uma vez ultrapassado o desconforto inicial, o que vai meter é medo, só de pensar que vivemos por décadas sem ter criptomoedas, a irresponsabilidade!

    Sem as criptomoedas, o dinheiro que metem no banco não é vosso, é deles. A qualquer momento, o banco pode falir, o banco pode reter as contas porque o governo faliu, o banco pode reter as contas porque um juiz advogado mandou, o banco pode cobrar o valor de comissão que lhe apetece, o banco pode decidir que não concorda com aquilo que vocês querem comprar.

    Estes acontecimentos não são raros, acontecem todos os dias, a milhões de pessoas e não é só quando essas pessoas estão com problemas ou dívidas. Basta ter o azar de nascer na Argentina, de ter o dinheiro em obrigações da Rioforte/BES, de não olhar para as letras pequenas e os seguros obrigatórios do crédito habitação, de falhar o pagamento de uma conta da água numa casa que se tinha alugada, de ser uma empresa exportadora que recebe pagamentos de clientes internacionais, etc. Em todas estas e muitas outras ocasiões, o dinheiro que está no banco é do banco, não é do cliente.

    Se por acaso tiver o azar de discordar com o banco em relação à propriedade desse dinheiro, só tem duas opções, ou aceita a opinião do banco, ou mete-se em trapalhadas legais com advogados e tribunais, que quase sempre são mais caras do que o valor que se está a disputar. O que é também uma forma de reconhecer que o banco tem razão e o dinheiro está perdido. Mais uma vez, o dinheiro que está no banco é do banco.

    Entra o Bitcoin, as criptomoedas e o blockchain. Uma verdadeira e revolucionária invenção, a finalmente permitir às pessoas terem o dinheiro que é delas, em vez de o pedirem ao banco. O Blockchain é, nada mais nada menos, do que o registo descentralizado e indestrutível de onde está o dinheiro e de quem pode mexer no dinheiro, ou seja de quem é o dono do dinheiro. 

    Tendo Bitcoin, numa carteira privada, não há forma de o governo, o banco, o advogado gastarem aquele dinheiro contra a sua vontade. Com o bitcoin, não há dúvidas de quem tem o dinheiro, de quanto se tem e de quando o pode utilizar. Ao contrário dos bancos onde tudo é obscuro e os clientes dependem na totalidade da boa vontade dos banqueiros.

    Quem acha que é exagerar, deve ser porque nunca viu, nem sequer leu uma notícia, de um banco a falir, do contribuinte a salvar o banco falido, de uma conta congelada, de uma comissão abusiva cobrada. Quem teve alguma ou todas estas experiências e ainda não experimentou o Bitcoin, está pois pronto para uma bela surpresa. 

    Quando lá chegar, quando tiver usado Bitcoin, quando tiver as suas chaves privadas, aí deixa de estranhar o funcionamento do blockchain para passar a ficar perplexo, até indignado, com a forma como os bancos se abotoam com o dinheiro.

    Parafraseando, primeiro estranha-se, porque o Bitcoin é novo e diferente, mas depois, fica-se com os pelinhos todos eriçados e até assustado, só de pensar que os bancos tradicionais não têm nenhum blockchain, auditável, seguro e transparente, para saber o que andam eles a fazer ao dinheiro que devia ser dos clientes.

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Henrique Agostinho