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Henrique Agostinho
Henrique Agostinho
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O valor do Bitcoin está dependente de no futuro se assumir como moeda de reserva mundial, facilitadora do comércio mundial. Substituindo nessa função, o dólar, que por sua vez já antes tinha substituído o ouro. Agora, para entender como estas coisas se passam, eis uma lição de história monetária mundial num parágrafo.

O ouro foi durante milénios moeda de reserva de valor mundial, pois não é falsificável e é escasso e outras qualidades que tal. Mas, porque a pedra amarela não cabe num telegrama e o comércio mundial precisava de algo assim rápido, teve de ser substituído por outra coisa e, na tecnologia da época, só existiam as dívidas governamentais. A solução adotada foi o dólar americano, porque era preciso confiar em alguém para garantir as dívidas dos governos, e os americanos como são o maior império militar que o mundo alguma vez conheceu, seriam difíceis de contrariar. Ocorre porém que impor uma moeda de papel na ameaça da porrada tem contra-indicações e as pessoas estão a ficar fartas e à procura de alternativas. 

A liderar esta busca por alternativas ao US Dólar estão todos os países que já não tem muito mais a perder em se zangar com os americanos. Tipo o Líbano, Sri Lanka, Ghana e claro a Rússia. Isto porque, deixar de usar o dólar é bastante doloroso, basicamente fica-se excluído do comércio mundial, incapaz de comprar ou vender o que quer que seja. Então, só se mete nessa aventura quem não tem nada a perder, quem de desgraçado já não passa, ou quem tem demais a ganhar.

Há porém algo a ganhar em quebrar a hegemonia do dólar, pois deixa-se de estar dependente das decisões políticas do FED, das subidas de juros, das sanções económicas, das intervenções da CIA e pode-se até fazer comércio, sem ter de pagar portagem ao Tio Sam. E tanto que esse tiozão gosta de se fazer pagar! 

A primeira coisa a saber é que não será nenhuma moeda governamental a substituir o dólar. Pois isso implicaria que, o governo por trás dessa moeda, tivesse destronado o exército americano (leia-se ganhou uma guerra mundial), coisa desagradável e totalmente a evitar. A segunda coisa a saber é que, nos próximos 50 anos, só o Bitcoin é que pode fazer o caminho para essa substituição apesar de estar a décadas de distância de sequer chegar perto de fazer essa habilidade. Eis como funcionaria:

Primeiro os pobres: Uma vez que toda a gente se endividou em dólares, o dólar não vai parar de subir. Já ultrapassou o euro, bate records contra o yen e a libra e vai continuar. O dólar é tipo buraco negro a aumentar de peso e sugar tudo à volta. Quanto mais o dólar sobe, mais o Bangladeche e outros países periféricos que tais, ficam numa grande alhada, incapazes de pagar as suas dívidas, incapazes de vender o que produzem para comprar o que precisam, tipo petróleo. Neste predicado estão para aí uns cento e tal países.

Segundo os grandes: Alguns governos de países grandes, com recursos, começam a ficar incomodados com a imparável subida do dólar e o risco de ficarem reféns dos americanos e de terem de enfrentar uma população chateada com a inflação. Na frente desse pelotão está a Russia e o Irão, mas há bastantes mais, são uma boa dezena de governos que não se podem dar ao luxo de manter a população a empobrecer a olhos vistos só para continuar a pagar as dívidas em dólares dos governos. 

Terceiro os insignificantes: A exemplo de com El Salvador existem bem uns 50 países que não têm moeda própria, ou têm a moeda indexada ao Euro/Dólar e vivem essencialmente das remessas dos emigrantes. São umas dezenas e podem ser considerados entre os países que mais caro pagam pela portagem do Tio Sam, pois as remessas dos emigrantes levam em média um corte de 10% só para navegarem no sistema bancário internacional.

Pronto, está o circo montado e agora? Na verdade bastará uma pequena faísca para desencadear uma reacção em cadeia avassaladora, por exemplo: 

Cenário a) Empresas nos países do primeiro grupo, os desesperados por comprar petróleo, sem acesso ao mercado de dívida mundial e com as exportações bloqueadas pelo sistema bancário dolarizado, começa a vender o que produz contra bitcoin e daí usar o bitcoin para comprar petróleo do Irão ou Venezuela, Iraque, Líbia, ou Rússia.

Cenário b) A população dos grandes países, apanha um cagaço valente com mais uma desvalorização do peso, ou um novo corralito bancário, ou o governo a cobrar impostos sobre o m-pesa e começa a transacionar entre si em Bitcoin, deixando a moeda do governo local ainda mais desvalorizada do que já estava e o governo sem força para impedir.

Cenário c) Os emigrantes do mundo inteiro apercebem-se da vantagem de usar Bitcoin para fazer pagamentos internacionais, deixam de pagar 10% do salário à Western Union e passam a usar uma das carteiras de Lightning Network para fazer chegar dinheiro às suas famílias no local.

Ou ainda, todos os cenários acima ao mesmo tempo, em ritmos diferentes, primeiro devagar e depois de repente, numa contagiante evolução, em que os políticos e militares deixam de controlar (e roubar) o dinheiro da população. Já vem é tarde.

“Bitcoin on the yellow brick road”, criado por AI

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Henrique Agostinho