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Henrique Agostinho
Henrique Agostinho
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Está o gelo a derreter, as cotações a subir, os passarinhos a fazer o ninho, ouve-se o riso dos especuladores, há as borboletas no ar, toda uma nova esperança. É assim de 4 em 4 anos nas criptomoedas, quando chega a Primavera.

Depois do horrível Inverno cripto de 2022, até custa a acreditar. As criptomoedas pareciam mortas e não era uma daqueles exagerados rumores semanais da imprensa. Foi muito duro, mesmo. As fraudes da FTX, Celsius ou Luna, custaram bilhões e causaram uma queda de quase 90% no valor do mercado das criptomoedas. Parecia irreparável.

Agora, ano novo, vida nova e uma nova estação renasce, cheia de boas novas. A principal e a maior de todas é que isto já aconteceu e de forma impressionantemente regular. Desde a sua criação que o Bitcoin acumula um padrão de 3 anos bons e um ano mau. Ou melhor, um ano terrível a entremear uns 3 anos fantásticos, um movimento regular, desregulado, que da mesma forma que leva ao desespero quando cai, enlouquece quando sobe.

Por detrás destes ciclos de 4 anos, está um mecanismo chamado de “Halving”, pelo qual a quantidade de novos Bitcoin criados, para remunerar os mineradores, que fornecem a segurança à rede, vai caindo para metade, aproximadamente a cada quatro anos. O último Halving ocorreu em 2020, e o próximo irá ocorrer em 2024. Marcando com esse movimento a passagem da promissora Primavera para o escaldante Verão.

Por agora, estamos apenas no fim do Inverno. O Bitcoin já terá caído tudo o que tinha para cair (cerca de 90% com cada vaga de gelo); os esquemas fraudulentos (como a tal FTX do ano passado, ou o Mt.Gox há 8 anos e o Bitconnect há 4) depois de apodrecerem no Outubro, já foram congelados, esquecidos. Estamos, portanto, prontos para o renascimento.

Ainda olhando para o passado, há um outro padrão que se repete. Por esta altura, da Primavera, é que se fazem os “se eu soubesse”, “se eu tivesse”, “se houvesse” e outros “se-esses” que tais. Quando chega o Verão e já está tudo caro e dilatado, não falta quem se lamente de não ter tomado atenção antes, apenas uma estação atrás e entrado enquanto ainda estava bom para comprar. Notando, talvez com razão, que nessa altura do Verão, já é tarde. 

Pois bem, estamos na estação de evitar arrependimentos futuros, de preparar o tal corpo de praia, antes que estar demasiado gordo e não haja mais forma de as moedas caberem no bikini, que é como quem diz, ficarem demasiado caras para a carteira.

É certo que a história nem sempre se repete, ou como se diz no mundo da finança: desempenho passado não é garantia de resultados futuros. E, ao fim de 3 invernos, este pode não ter Primavera. A subida generosa de 25% da cotação das criptomoedas já este ano, pode ser apenas uma reacção exagerada, pode ser o efeito de vida curta,  limpeza dos créditos fiscais , o wash-sale (coisas exóticas, do pagador de impostos Americanos) e portanto, os tais passarinhos que agora dão às asas, são galinhas em fuga, que se dentro de dias se espetam cá em baixo. Talvez a Primavera 2023 nas criptomoedas não passe de um sonho.

Por outro lado, o hábito faz o destino, e se, por acaso, depois de 3 grandes invernos, daqueles do tipo siberiano, o Bitcoin floresce, do novo, o novo Verão, 2024, será imparável, escaldante. É que da mesma forma que o anterior Verão, em 2021, foi o mais fresco de que há memória, com demasiada gente a desconfiar do longo prazo das moedas, uma prova de vida renovada, o degelo irá revelar um solo mais fértil do que nunca. Desta vez, estamos todos avisados, não deixem passar a Primavera.

“Bitcoin in Spring”, criada por AI

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Henrique Agostinho