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Henrique Agostinho
Henrique Agostinho
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O futuro do Bitcoin é ainda muito incerto, estamos bastante longe de chegar a algum lugar mais definitivo e com isso o preço tende a sofrer oscilações muito grandes, na medida em que as várias pessoas se vão convencendo do que pode ou não acontecer. 

Cada vez que alguém compra ou vende está a fazer um julgamento sobre a probabilidade de acontecer alguma coisa no futuro, basicamente se o Bitcoin vai subir ou descer, o que pode ser apenas uma aposta para as próximas horas ou meses, se essa pessoa for um trader. Mas se a compra/venda for com um prazo mais longo, de alguns anos, então a expectativa resume-se a um par de condições mais fundamentais e aos seus quatro cenários.

Para o futuro, distante ainda, vários anos, quem sabe mais de uma década, o Bitcoin terá valor proporcional a acontecer ou não duas coisas. Uma é o Bitcoin funcionar, servir como dinheiro e de ser reserva de valor. A outra é o Bitcoin ser necessário, as pessoas particulares precisarem de dinheiro, logo de Bitcoin.

Isto de as pessoas precisarem de dinheiro pode até parecer um não assunto. Claro que toda a gente precisa e quer ter dinheiro. Mas não é bem assim. Tanto não é que neste momento ninguém tem dinheiro. Tudo aquilo que chamam de dinheiro, o que têm no banco, o que recebem a pagamento do salário, o que usam para pagar no supermercado. Não é dinheiro é uma dívida, e uma dívida do futuro, das crianças que ainda vão crescer. 

Portanto, não é impossível que a coisa se mantenha como está, em que as pessoas não precisam de dinheiro, aguentam-se bem em ter apenas dívida garantida pela honestidade dos políticos e o Bitcoin não funciona como tal, porque é dinheiro mas praticamente não o usa. Chamemos este o cenário 1). Bitcoin não funciona e as pessoas não precisam.

Muito parecido com o primeiro é o cenário 2), o Bitcoin funciona, mas as pessoas não precisam. É discutível até se estamos completamente num cenário um ou dois. Até porque, não havendo necessidade de algo, é um bocado irrelevante se essa coisa funciona ou não e portanto esses dois cenários são muito parecidos. Sendo a principal diferença a expectativa para o futuro.

Ou seja, agora é bastante evidente que não precisamos do dinheiro, mas e se precisarmos? Se por algum motivo as coisas mudam? Ora, aí faz uma enorme diferença estar no cenário 2, em que há o que precisamos e funciona, ou o cenário 1, que tem tudo para ser mais complicado.

Especialmente quando analisamos a situação e somos forçados a concluir que, por muito que não esteja a ser preciso neste momento, mais cedo ou mais tarde provavelmente vamos precisar de ter dinheiro, que esta situação é bastante insustentável.

Não ter dinheiro, só ter dívidas, significa que os governos podem gastar tudo o que lhes apetece e mandar a conta para o futuro. Significa também que quem poupa e trabalha está permanentemente a ser roubado do seu poder de compra, por quem recebe o dinheiro que o Estado gasta ou empresta. Significa ainda que o resultado do Estado gastar é cada vez mais desgastante, e portanto o estado tem de gastar cada vez vez só para manter as aparências até ao ponto que inevitavelmente a situação não se aguenta.

Aliás, basta ver a inflação destes últimos 2 anos, como está tudo estupidamente caro, seja a comida, o carro ou a prestação da casa e de como os orçamentos familiares ficaram desesperadamente apertados, para perceber que este caminho não é sustentável que já estamos bem lançados para o ponto em que há demasiadas dívidas e faz falta ter dinheiro e que o governo não pode continuar a gastar e endividar-se impunemente, sacrificando quem trabalha.

Quem sente na pele a inflação, quem já está apertado com o seu nível de vida agora e teme piorar dentro de uns anos, quem sabe que não vai haver forma de pagar reformas aos que agora trabalham, na verdade não está nada convencido dos tais cenários um e dois lá atrás. Para eles, isso de não precisar de dinheiro, de viver com base nas dívidas garantidas pela honestidade dos políticos já não dá certo agora, quanto mais será lá na frente. 

Se agora já custa um bocado não ter dinheiro, de certeza que não tem como melhorar. Entram os cenários três e quatro. Aqueles em que as pessoas precisam de dinheiro e o Bitcoin pode ou não funcionar. Contra-intuitivamente, o mais improvável é o cenário 3) As pessoas precisam de dinheiro e o Bitcoin não funciona. 

Isto é pelo mesmo motivo que nos cenários um e dois não era fácil de saber qual é qual, e que tanto faz se o Bitcoin está ou não a funcionar, pois que não era necessário. Agora, por oposição, se o dinheiro se tornar necessário o Bitcoin irá funcionar. É que a necessidade aguça o engenho e já há suficientes demonstrações de que o Bitcoin consegue entregar e também sabemos que a comunidade de desenvolvedores é super-antenada, sempre pronta a resolver qualquer problema, que se lhe aparece. 

E também porque, comparado com o estrago potencial de precisar de dinheiro, detalhes técnicos  e fragilidades operacionais não serão mal a lamentar. Eis-nos então no cenário final e como se viu o mais provável, quem sabe inevitável. 4) É preciso dinheiro e o Bitcoin funciona.

Quando o Bitcoin estiver a valer cerca de 10 milhões de dólares por moeda. E a ser usado como moeda de troca, para confirmação de pagamentos vultosos entre estados ou mega-corporações. Quando for garantia para empréstimos. O bitcoin está a funcionar, abundantemente, mas ao custo de ser necessário.

Aquilo que os políticos fizeram à economia, as dívidas impagáveis que criaram, a quantidade de gente que impedem de trabalhar com taxas e regulações, a outra quantidade de gente que se sustentam pendurados a receber subsídios ou tachos, a desmoralização de atividades essenciais como a educação, a justiça ou a saúde, transformadas em esquemas para assegurar o rendimento de algumas castas. Não terá uma solução fácil.

Reparar todo o estrago causado por as pessoas não terem dinheiro e serem reféns das dívidas dos políticos, só pode sair muito caro e quanto mais demorar a emendar mais doloroso será. Felizmente que já temos o Bitcoin e podemos finalmente começar a construir algo. Já não é tarde demais.

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Henrique Agostinho