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Luís Gomes
Luís Gomes
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Muitas pessoas não encontram explicação para a presente inflação que estamos a viver. Todos assistimos aos preços a subirem inexoravelmente, seja a carne de vaca, a gasolina, as casas ou as rendas, sem compreendermos a razão para esta subida repentina de há anos a esta parte.

A maioria desconhece como o dinheiro é criado: surge sempre que há nova dívida. Caso o leitor vá a um banco e solicite um empréstimo para adquirir, por exemplo, um carro, são emitidos novos Euros. A sua conta será creditada com Euros, que lhe permitem adquirir o carro, um mero registo eletrónico num computador. A débito, o banco passará a exigir-lhe uma dívida que terá de ser paga com juros.

Ao serem criados Euros do “nada”, diz-se que o negócio bancário assenta na confiança, pois, se todos os clientes solicitassem a conversão dos seus extratos bancários em notas e moedas, entraria em falência, dado que apenas existe uma pequena fração do montante indicado nos extratos.

É por esta razão que a criação de novos Euros é algo muito instável: depende essencialmente da procura por crédito, atendendo que a oferta é totalmente elástica (os bancos podem criar novos Euros quase de forma infinita), estando apenas restringida pela quantidade de reservas e rácios exigidos pelos Bancos Centrais.

A “mineração” de novos Euros no sistema financeiro fiduciário “explode” sempre que temos um contexto de juros muito baixos e excesso de reservas face às exigências dos Bancos Centrais – os bancos são inundados de reservas, sempre que ocorrem “estímulos monetários”.

Como podemos observar na Figura 1, a quantidade de Euros em circulação na Zona Euro subiu de 4 biliões de Euros em 1997 para 15 biliões no final de 2023, a um ritmo de 5,6% ao ano, a verdadeira taxa de inflação e a evolução do índice de preços publicado pelos governos.

Figura 1

Também podemos constatar que a taxa de crescimento da quantidade de Euros em circulação é altamente volátil, podendo subir a um ritmo anualizado de quase 40%, como ocorreu no início de 2020, como resultado dos estímulos monetários do Banco Central Europeu no início da crise Covid-19; como cair mais de 10%, em resultado do aumento das taxas de juro, como foi o caso em 2022, que fez diminuir a procura por crédito e provocar a descida da massa monetária.

Em conclusão, sempre que a produção de novos créditos é superior à quantidade amortizada, ocorre um aumento da quantidade de Euros em circulação. Caso contrário, desce.

Quando dizem que o Bitcoin não pode ser usado como moeda, alertam-nos de que o seu valor é altamente volátil. Não será ao contrário? Não será a quantidade de Euros em circulação que oscila expressivamente? Parece que sim, como podemos constatar na Figura 1.

Vamos agora ver a evolução da quantidade de Bitcoins em circulação na Figura 2. Como podemos observar, o número de Bitcoins subiu de 12 milhões no início de 2014 para 19,6 milhões no final de 2023 – ver linha laranja. A taxa de inflação mensal anualizada situava-se acima de 14% no início de 2014. Atualmente, ronda os 1,7%.

Figura 2

Sempre que ocorre um halving, os novos Bitcoins que surgem no fecho de um bloco – o processo de mineração – diminuem aproximadamente para metade. Como podemos observar na Figura 2, em julho de 2016 caiu de 25 para 12,5 Bitcoins; em maio de 2020, de 12,5 para 6,25 Bitcoins. Sempre que se fecham 260 mil blocos ocorre um halving. Assim prevê-se que ocorra outro a 19 abril de 2024, passando a serem minerados apenas 3,125 Bitcoins sempre que um bloco é encerrado.

A inflação do Bitcoin é previsível e tende para 0%. Assim, tornar-se-á o dinheiro mais seguro inventado pela humanidade, com uma força monetária sem precedentes, inclusive superior ao Ouro, que tem uma mineração anual de 2% aproximadamente em relação ao inventário existente. A partir de abril, o Bitcoin terá uma inflação próxima de 0%, à medida que nos aproximamos dos 21 milhões de Bitcoins.

Temos assim dois sistemas monetários: um, controlado pelos governos e Bancos Centrais, onde a mineração de novos Euros é descontrolada e monopolizada por entidades licenciadas pelo Banco Central, os bancos. Outro, o sistema Bitcoin, totalmente independente, descentralizado e não controlado por ninguém.

Além disso, ao existir um monopólio de criação de novas reservas no sistema fiat nas mãos dos Bancos Centrais, estes sujeitam-se a enormes pressões, ao contrário da ilusão de independência que nos vendem. Por exemplo: “estímulos monetários” para “ajudar” os políticos a vencer eleições ou apoio ao “esforço de guerra”, tudo em nome da “nossa segurança”.

Cumulativamente, o token principal da rede fiat é o Dólar norte-americano; semelhante ao Bitcoin no mundo das criptomoedas. Desta forma, a validação das transações é um processo extremamente caro, obrigando o exército norte-americano a ter 20 porta-aviões espalhados pelo globo para garantir que todos os países usam os seus tokens (Dólares) e que as sanções económicas aplicadas aos “países párias” são efetivamente aplicadas. Enfim, um mundo de violência e coação.

Mas não só, para sobreviver, o sistema fiat obriga os estados a impor uma enorme carga fiscal sobre os seus cidadãos, caso contrário, livrar-se-iam dos Euros e dos Dólares com a maior velocidade possível. Todos os meses, todos os dias, somos obrigados a ter Euros para liquidar uma lista interminável de impostos: IRS, IRC, selo, IMI, IMT…, garantindo uma enorme procura por Euros.

Para garantir tal procura, foi implementado um enorme aparato de políticas de prevenção de branqueamento de capitais, que visam garantir que os Estados cobram todos os cêntimos a que se julgam ter direito, isto é, garantir a procura por Euros, caso contrário, todos se livrariam destes tokens, como acontece em países como Venezuela e Líbano ou em tempos na Argentina.

No mundo do Bitcoin é o oposto: as validações são voluntárias e realizadas de forma automática, sem recurso a terceiros – os bancos no mundo fiat. Por fim, o Bitcoin estimula a inovação da produção de energia fiável e barata, pois os mineradores necessitam de eletricidade 24 horas e ao mais baixo custo possível. É o preço a pagar por uma moeda segura e que se torna aos poucos na melhor reserva de valor criada pela humanidade. Em breve, não haverá outra solução que não ter uma parte substancial das nossas poupanças em Bitcoins.   

Destaques Autor
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Luís Gomes