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Mercado Bitcoin
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Bitcoin: Agora um Ataque da Janet Yellen

Uns dias depois da presidente do BCE, a francesa Christine Lagarde, que aqui comentámos, ter censurado o Bitcoin, a nova Secretária do Tesouro norte-americana e ex-presidente da Reserva Federal norte-americana, Janet Yellen, veio igualmente lançar vitupérios à criptomoeda mais conhecida do mundo Cripto: o Bitcoin.

Desde que o Bitcoin ultrapassou os 20 mil USD, não há dia que um banqueiro central não lance um furioso ataque, utilizando, quase sempre, a mesma argumentação.

Vamos então analisar partes das suas respostas:

  • Uma área com uma crescente preocupação, por exemplo, é o potencial uso de criptomoedas por parte de terroristas e criminosos para financiar as suas actividades…”;
  • As criptomoedas são uma preocupação particular. Acho que muitas são usadas, através de transacções, particularmente para o financiamento ilícito….realmente precisamos de examinar maneiras de restringir o seu uso e garantir que a lavagem de dinheiro não ocorra através desses canais”;

É sempre divertido assistir às declarações dos banqueiros centrais, neste caso ex, em particular quando acusam um concorrente precisamente dos defeitos que enfermam.

  • Russell Okung, uma estrela do futebol profissional norte-americano, que recentemente se tornou o primeiro jogador a receber o seu salário em Bitcoins, comentou: “Janet Yellen diz que o Bitcoin é uma preocupação no que respeita ao financiamento do terrorismo, lavagem de dinheiro…como se o dólar norte-americano não fosse”;
  • Dan Held, administrador da bolsa Kraken, assinalou: “0,3% de todas as transacções com criptomoeda em 2020 eram ilícitas. 90% dos dólares norte-americanos contêm cocaína. Pergunto outra vez, qual deles é usado pelos bandidos?”
  • Morgan Creek, sócio da empresa Anthony Pompliano, afirmou: “…os grandes bancos mundiais lavam mais dinheiro que a totalidade da capitalização bolsista do Bitcoin.”

A pergunta que colocamos é a seguinte: qual o porquê desta obsessão com as criptomoedas, em particular com o Bitcoin, por parte dos banqueiros centrais?

A resposta surge no mesmo discurso de Janet Yellen, apesar de estar indirectamente relacionado, como iremos ver seguidamente, aqui não fala de criptomoedas: “Actuar em grande agora para salvar a economia, preocupar-se com a dívida depois”.

Realmente, para quê a preocupação com tais minudências, no momento em que a dívida pública norte-americana representa agora 130% do PIB norte-americano e situa-se na estratosfera: 27,8 biliões de USD (12 zeros atenção!). Para quê a preocupação!

A senhora Yellen sabe perfeitamente que não existe poupança para financiar os défices norte-americanos. No ano transacto, em resultado da crise Covid-19, o défice foi de 3,35 biliões de USD, algo nunca visto, pois trata-se de um défice em torno de 17% do PIB!

Por essa razão, a dívida pública sobe a um ritmo vertiginoso. Entre 2017 e 2020, a dívida pública norte-americana subiu 192%; para o mesmo período, o bolso dos norte-americanos, ou seja, o PIB, cresceu apenas 47%, tal como podemos constatar na Figura 1.

Figura 1

Como não existe poupança, nem dos estrangeiros, atendendo que russos, chineses e outros já compreenderam a patranha da dívida pública norte-americana, um autêntico esquema em pirâmide, terá de ser a máquina de imprimir notas do ar do banco central norte-americano a comprar todas as emissões de obrigações do estado federal – ou seja, em lugar de poupança, teremos exclusivamente a impressão massiva de moeda, ao melhor estilo do Zimbabué e Venezuela.

Uma amostra desta fúria, ao melhor estilo Alves dos Reis, já teve lugar em 2020.

Como podemos observar na Figura 2, a Massa Monetária para o dólar norte-americano (M2) subiu a um ritmo vertiginoso em 2020; não vai parar, atendendo que existe uma tendência ascendente desde meados de 2018.

Figura 2

O maior terror dos banqueiros centrais é a inflação, mas apenas aquela que afecta os preços dos bens e serviços de primeira necessidade.

A inflação que afecta os activos financeiros, como aquela a que temos assistido há muitos anos, por exemplo, o índice NASDAQ 100 subiu mais de 1000% desde Março de 2009, essa não os preocupa: pois beneficia os multimilionários que possuem uma grande parte da sua fortuna em acções norte-americanas.

Se a inflação afectar o cidadão comum, a “populaça” irá dar-se conta da tremenda fraude que constitui a divisa fiat que carregam no bolso.

Como tal processo ocorre? Se as pessoas se apercebem que os preços não param de subir, uma das consequências da política de Janet Yellen, que terá de colocar o banco central norte-americano a monetizar todos os défices, irão “vender” a sua moeda e adquirir bens e serviços, acelerando ainda mais o processo inflacionário.

Para as suas poupanças, irão igualmente vender a sua moeda fiat e adquirir activos que os salvaguardem da inflação, como imobiliário, acções e, naturalmente, o Bitcoin.

Mas qual o problema com o último? Os proprietários dos primeiros, o estado conhece-os, ou seja, a todo o momento, as suas casas e as suas acções constam da base de dados das finanças – no actual sistema monetário, as corretoras e os bancos funcionam como uma autêntica repartição de finanças e bufos do estado.

Desta forma, quando uma crise financeira aparecer, em resultado de toda esta inflação, como irá certamente ocorrer, aparecerá algum destes personagens a dizer algo do género: “os ricos têm que dar uma mão, chegou a hora da solidariedade, temos de implementar um imposto sobre a riqueza e o património….”.

Obviamente, tratar-se de linguagem figurada.

O que pretendem é confiscar a classe média para tapar os desmandos de toda esta política de estímulos fiscais e monetários sem fim, nem que para tal lancem toda a espécie de tributos, em particular sobre o património da maioria das pessoas, sejam casas, carros, acções ou obrigações – excepto as do estado, pois essas financiam o esquema em pirâmide.

Ora, o Bitcoin ao ser transferível entre carteiras digitais, que asseguram anonimato das pessoas, atormenta profundamente as almas dos banqueiros centrais; por essa razão, tanto falam em tapar toda e qualquer escapatória ao seu controlo.

A excomunhão das criptomoedas serve para justificar o controlo das pessoas que as adquirem, visando conhecer todos os seus dados pessoais. O que pretendem é ter o rebanho preparado e identificado para o confisco.

Como as criptomoedas não estão debaixo do seu controlo, possibilitando às pessoas escapara esta repressão financeira de tributos sem fim e taxas de juro negativas, realizam todas as estas conferências de imprensa com o propósito de distrair as pessoas em relação aos seus verdadeiros propósitos: controlo total.

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