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Luís Gomes
Luís Gomes
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Em artigo anterior, comentei que a Força Monetária talvez seja a característica mais importante do bom dinheiro.

Força Monetária não significa algo que seja necessariamente tangível ou fisicamente “duro”, como o metal. Em vez disso, significa “difícil de produzir”, em contraposição ao “dinheiro fácil”, fácil de produzir.

A melhor maneira de pensar na força monetária é a “resistência à inflação”, o que ajuda a tornar um dado activo numa boa reserva de valor – uma função essencial do dinheiro. O leitor aceitaria colocar as suas economias em algo que a outra pessoa pode criar sem esforço ou custo? Estou certo que não o faria.

Seria como armazenar as suas economias em pontos da bancarroteira TAP. Infelizmente, colocar as suas poupanças em moedas emitidas pelos Bancos Centrais não é muito diferente, pois não exige esforço: basta apertar o botão do computador e a magia tem lugar.

O bom dinheiro é algo que a outra pessoa não possa obter com facilidade. Essa dificuldade mede-se pela Força Monetária.

Como a calculamos? Devemos considerar dois aspectos: (i) o inventário, que consiste em tudo o que foi produzido no passado, deduzido do que foi consumido, e (ii) a produção que irá ocorrer no período temporal seguinte. O rácio entre o inventário e a produção define a Força Monetária.

Um elevado valor significa que a nova oferta anual é pequena face à oferta já existente, o que indica um activo “duro” e resistente à inflação.

Um baixo valor significa precisamente o oposto, ou seja, a nova oferta anual pode influenciar expressivamente a oferta global e, por conseguinte, o preço, algo não desejável quando se pretende que funcione como reserva de valor.

Na figura 1, podemos observar a Força Monetária de algumas matérias-primas.

As matérias-primas monetárias, como o Ouro e a Prata, têm um Força Monetária elevada; ao passo que as industriais têm um rácio em torno de 1.

No caso do Ouro, podíamos afirmar que de acordo com o ritmo anual de produção levaríamos 60 anos a igualar a actual oferta de mercado. Podemos também efectuar a análise contrária: a produção anual é apenas 1,7% do inventário existente.

Em resumo, nenhuma outra matéria-prima iguala a resistência do Ouro à inflação. Primeiro, é indestrutível; segundo, ao contrário dos outros metais, tem uma história de milhares de anos de produção. Por esta razão, o seu inventário é tão expressivo face à nova produção, o denominador do rácio que determina a Força Monetária.

Isso significa que ninguém pode aumentar arbitrariamente a oferta de Ouro, o que ajuda a torná-lo uma importante reserva de valor. É o que dá ao Ouro propriedades monetárias únicas e incomparáveis ​​entre os demais metais.

A Força Monetária é a característica mais importante de um bom dinheiro. Todas as outras características monetárias não têm sentido se o dinheiro for fácil de produzir.

É por isso que a história do dinheiro é a história do activo mais difícil de ganhar, a razão do Ouro reinar ao longo de milénios. Apesar do seu destaque, tem agora um sério concorrente: o Bitcoin.

Hoje, a Força Monetária do Bitcoin é de cerca de 57, um pouco abaixo do Ouro. De acordo com o seu protocolo imutável, sabemos exactamente como a oferta de Bitcoin irá crescer no futuro.

Uma característica importante é que a nova oferta é cortada pela metade a cada quatro anos, o que faz com que este rácio dobre a cada quatro anos. É um processo conhecido como “halving” – ou, melhor dizendo, um processo de “endurecimento quantitativo”.

A próxima vez que o crescimento da oferta do Bitcoin será reduzido pela metade será em Maio de 2024. Quando tal acontecer, a Força Monetária do Bitcoin será quase o dobro do Ouro.

É assim que o Bitcoin tornar-se-á o dinheiro mais difícil que o mundo já conheceu em Maio de 2024. E assim continuará.

É importante esclarecer que a Força Monetária não é o mesmo que escassez. São conceitos relacionados, mas não a mesma coisa.

Por exemplo, a Platina e o Paládio são mais escassos que o Ouro, mas a sua produção anual actual é superior ao inventário existente.

Ao contrário do Ouro, os inventários da Platina e do Paládio não se acumularam ao longo de milhares de anos. É a razão pela qual a nova oferta pode facilmente abalar os preços de mercado.

Em resultado das suas baixas Força Monetária, a Platina (0,4x) e o Paládio (1,1x) são ainda menos adequados como dinheiro do que a Prata. O seu reduzido rácio indica que são principalmente metais industriais, o que corresponde à forma como as pessoas realmente os usam hoje.

A oferta atual e futura do Bitcoin é finita e conhecida por todos. Nunca haverá mais de 21 milhões de Bitcoins, e não há nada que alguém possa fazer para mudar isso.

Nenhum outro activo monetário tem esse tipo de certeza de oferta futura. A comparação mais próxima é o Ouro.

O World Gold Council estima que foram mineradas 199 mil toneladas de Ouro desde sempre, o nosso inventário; a produção anual média é de cerca de 2,5 mil toneladas por ano. Isso é o que se sabe. No entanto, não sabemos quanto Ouro será descoberto e extraído no futuro. Por exemplo, quantas toneladas mineradas de Ouro estarão disponíveis a 1 de Junho de 2031? Provavelmente podemos fazer uma projecção bastante precisa, mas ninguém pode saber.

Qual será a oferta de Bitcoin a 1 de junho de 2031? De acordo com o protocolo imutável, serão cerca de 20.589.121 Bitcoins.

O Bitcoin tem outro atributo exclusivo de escassez. Não é apenas escasso. É absolutamente escasso.

Por exemplo, imaginemos o preço do Cobre a subir 5 ou 10 vezes. O leitor pode ter certeza de que isso estimularia o aumento da produção, eventualmente expandindo a oferta de cobre. Claro, o mesmo vale para qualquer outra mercadoria.

A dinâmica de preços mais altos incentiva mais produção e, em última análise, mais oferta, reduzindo os preços; este processo ocorre para todas as matérias-primas; no entanto, o Ouro é o mais resistente a este processo.

Essa resposta da oferta é o motivo pelo qual a maioria dos preços das matérias-primas tende a reverter em torno do custo de produção ao longo do tempo.

No entanto, o Bitcoin desafia totalmente essa dinâmica porque a sua oferta é perfeitamente inflexível: preços mais altos não podem induzir mais oferta. Por outras palavras, o Bitcoin é o primeiro – e único – activo monetário com uma oferta que não é afectada pelo aumento da procura: uma característica surpreendente e revolucionária.

Ao contrário de todas as outras matérias-primas, aumentar a oferta, em resposta ao aumento da procura, não é uma opção. Isso significa que a única maneira de o Bitcoin responder a um aumento na procura é o seu preço subir.

Destaques Autor
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Luís Gomes