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Henrique Agostinho
Henrique Agostinho
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Calma, ainda vai demorar, pelo menos até ao 6G, para aí em 2030, até lá, habitue-se a estas interrupções, que a tendência é para se tornarem mais vulgares. Já que tem tempo, a explicação disto é quase tão longa como o tempo que precisa esperar.

TLDR: A Vodafone caiu porque é centralizada. Tal como volta e meia cai a Amazon ou o Google. A concentração de muitos utilizadores num só servidor, implica uma cada vez maior fragilidade das telecomunicações centralizadas. Para continuar a expandir-se a rede precisa de uma solução descentralizada, não só como o Bitcoin, mas o próprio do Bitcoin.

1) Comunicação sem fios.

Desde Marconi até ao wifi em cada café da esquina, habituamo-nos a usar uma tecnologia que para a quase generalidade das pessoas é perto de mágica. Ainda que, se passa a vida agarrado à internet, não faz mal ter uma ideia como funciona.

Na base é muito simples, uma antena envia um sinal para um receptor, esse sinal segue com a forma de uma onda, como as do mar, mas em vez de água, leva fotões. A parte esperta, é que cada vaga é ligeiramente diferente da anterior, permitindo ao receptor somar as diferenças como partes de uma mensagem maior, entregue em sucessivas vagas. 

A quantidade de informação que se envia sobre as ondas é proporcional ao número de vagas nas ondas, mais vagas, mais surfistas, mais informação. O que é óptimo, excepto que quanto mais encavalitadas vão as várias vagas, menor é a distância que estas percorrem.

São assim os limites da comunicação sem fios. Quanto mais informação carrega, menor a distância percorrida, ao que se junta um terceiro limite, que é a capacidade de processamento dos receptores. Pois que de nada vale enviar muitas vagas carregadas quando o receptor não as consegue contar. 

Mais ondas, mais surfistas

2) Mais processamento mais antenas

Desde o rádio do avô aos smartphones, todos funcionam de forma equivalente, com a salvaguarda que uns também enviam e outros só recebem. Também diferente é a velocidade de processamento, que tem vindo a crescer tanto, a ponto de colocar às redes de telecomunicações uns novos e interessantes desafios.

A capacidade de processamento dos computadores continua a expandir-se pela lei de Moore, duplicando a cada 18 meses, enquanto o preço cai para metade no mesmo período. Parece muito, mas é muito mais do que parece. Tamanha é a nova capacidade de processamento dos receptores que estes não param de exigir mais e mais informação, em ondas, às redes. 

Entram aí as famosamente incompreendidas gerações das comunicações celulares, o 2G, 3G e 5G, que além de fazer nascer barbatanas, causam um outro efeito razoavelmente desagradável. Pois que, a cada uma destas gerações, a quantidade de informação absorvida pelos smartphones é tão maior, que se tornam necessárias ondas cada vez mais curtas e para lhes dar isso, se constroem mais antenas.

Onde antes uma antena de celular podia cobrir de rede uns bons 50 kms e só eram interrompidas por montanhas, essa distância tem vindo a reduzir-se de forma geométrica, levando a que, da 4G para a 5G, já seja necessário uma antena por cada rua e um repetidor em cada edifício, pois até as paredes incomodam. 

Colocou-se assim um limite, o actual, à evolução das redes de telecomunicações. Isto seria se os engenheiros fossem gente normal, que desistem por bom senso. Felizmente que não são, e portanto já se prepara a 6G, com antenas colocadas a cada 50 metros, mais ou menos, uma por cada divisão de uma casa.

A última geração presa ao sofá

 3) Mais e mais antenas

Antes de começar a imaginar onde é que vai meter umas 4 ou 5 antenas de telemóvel em casa, e até ficar preocupado, porque essas coisas tendem a ser assim para o grande, pode ficar descansado, elas já lá estão.

Lembrando, os telemóveis, bem como todos os aparelhos ligados à internet são, para todos os efeitos, uma antena e um receptor. Basta que deixem de conversar para um ponto central e conversem entre eles, que está resolvido o problema, há uma antena, ou mais, em cada sala.

Pronto, podem parar o mundo, está encontrada a solução para o 6G, as ondas ficarão pequenas o suficiente para levar gaziliões de informação, de forma quase instantânea, até ao fundo da sala, que é onde está outro aparelho, que por sua vez o repassa a um terceiro, abre-se assim uma rede não celular, mas neuronal, descentralizada.

Com uma vantagem adicional, sem depender das antenas e dos servidores centrais de uma rede de telecomunicações, também não existem os pontos frágeis de ruptura, que podem ser deitados abaixo, seja por azar ou maldade, como se viu no caso da Vodafone. A descentralização é a solução.

Mas será simples? Nem por isso, pois há boas razões para as redes de telecomunicações serem centralizadas. É que dar conta de alguns milhões de clientes já é uma gigante complicação, imagine-se agora o que será se esses clientes fossem também fornecedores e se contassem aos biliões, com a entrada na rede de tudo quanto é frigorífico, automóvel ou aspirador.

Abelhas e Aranhas

 4) Descentralização vai com blockchain

As buzzwords do momento: inteligência artificial, big data, internet of things, web3, carros voadores, metaverso, só podem ser concretizadas tendo na base a singela invenção do profeta da actualidade, Satoshi Nakamoto. Sem a DLT, distributed ledger technology ou blockchain, que originou o Bitcoin, nada daquilo que se avizinha como sendo as maravilhas do futuro próximo seriam possíveis. 

É um efeito da gestão da informação. Um restaurante, com as suas dezenas de clientes pode ser gerido de cabeça pelo cozinheiro, dá um trabalhão, mas é possível. Já uma fábrica com centenas ou mesmo milhares de iterações, precisa de um robusto processo de contabilidade. Enquanto as mega corporações de serviços precisam de computadores, para tomarem nota de tanta coisa a acontecer ao mesmo tempo.

Para agora acrescentar toda a complicação de mais uma quantidade de zeros e variáveis à equação, só mesmo com um sistema de controlo descentralizado e à prova de falcatrua, trustless, o blockchain. Pois bem, voltando às antenas de telemóveis, se cada um aparelho ligado à internet faz as vezes de antena de celular, também terá de cumprir com as tarefas de toda a estrutura de apoio que as empresas de telecomunicações fornecem.

Controlo de acessos, controlo de créditos, proteção anti-fraude, ativação/desativação, distribuição, etc. tudo o que fazem as milhares de pessoas que trabalham nas empresas de telecomunicações, precisa ser concentrado num pequeno pedaço de código de computador, transmitido entre cada uma das antenas amadoras de 6G. Estamos então perante uma tarefa feita à medida de um blockchain. Daqueles muito rápidos, baratos e populares.

Números Grandes

 5) Só o Bitcoin resolve

Sabendo que para haver 6G e para evitar que a Vodafone e o Google caiam, ou sejam atacados por ciber-ácaros, é preciso criar uma uma rede descentralizada. Onde cada aparelho é uma antena e que a brutal complexidade e volume da informação é controlada por um blockchain. O que é menos intuitivo é que esse blockchain só pode ser o Bitcoin. 

Não a rede base do Bitcoin, chamada de Layer 1, que fornece a segurança, mas uma nova camada transacional, como a Lightning Network, que permite operações imbativelmente simples, rápidas e baratas. Melhor do que qualquer outra das muitas blockchains em operação.

Não é pela rapidez, economia ou segurança que o Bitcoin é a solução para 6G, é pela transparência e interligação. Note-se que, para transformar cada aparelho ligado à internet numa antena revendedora de tráfego, vai ser preciso que todos os aparelhos usem uma moeda comum, é aí que entra o Bitcoin.

É verdade que muita gente irá tentar criar um ecossistema privado para ficar com o grosso do valor gerado nessa rede de antenas dispersas, mas isso é uma forma de centralização e vai incentivar o aparecimento de concorrentes, com soluções também muito boas e incompatíveis e derrubáveis e, por aí, nunca mais se chega ao ponto em que todos falam com todos. Posto tudo isto, a solução para que a Vodafone não caia, não é algo como o Bitcoin. É o próprio Bitcoin.

Bitcoin é 6G

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img:Henrique Agostinho

Henrique Agostinho

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