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Henrique Agostinho
Henrique Agostinho
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Os governos do mundo devem trilhões de dólares. As pirâmides da Segurança Social estão ocas. Os países da Europa do Sul exigem caridade bancária a Bruxelas. Os EUA arrebentam com o telhado da dívida. Mas a quem se deve todo este dinheiro? Aos chineses? Não! O partido comunista chinês já deve metade do PIB e isso sem contar com os bancos chineses, que pagaram por todas aquelas cidades fantasma. 

Então quem deve-se a quem? A resposta é algo dolorosa: São dívidas do passado e quem vai ter de pagar a conta é o futuro. Ou melhor, as pessoas do futuro, as crianças. São as crianças que vão ter de pagar por tudo. Aliás, até já começaram a desembolsar.

Sempre que um governo se endivida, seja para investir, para pagar salários, para dar subsídios, ou para rolar dívidas antigas, tanto faz, está a lançar impostos sobre as crianças, que vão forçosamente ter de pagar essas despesas. Tanto vão que estão.

Divida Pública = Impostos sobre as crianças

Convém esclarecer que as crianças não estão só a pagar o buraco da dívida pública sob a forma de impostos. As pessoas do futuro pagam as dívidas dos governos passados principalmente sob a forma de menores salários, de piores condições de vida.

No mundo real, os gastos encontram sempre um caminho para se fazerem pagar, não há almoços grátis, de uma forma ou de outra, podemos ter certeza, a conta virá. Como tal, no caso presente, todo custo da dívida pública acumulada está a voltar, para doer, sob a forma de um fenómeno anti-teoria-económica que os economistas académicos simplesmente não querem entender (porque não percebem nada de dinheiro).

Andam para aí os governadores dos bancos centrais a manipular o io-io juros-inflação-dívida-resgates, a fingir que controlam muito, mas estão enganados, ou a enganar. Só antigamente, em sociedades arcaicas com sistemas económicos do milénio passado, como a Venezuela ou o Zimbabué, o excesso de gasto público resultava na HiperInflação dos preços. Já nas sociedades modernas, o que o gasto público mais provoca, é a redução dos salários.

Sempre que os governos gastam mais, quem trabalha ganha menos. Quando os governos imprimem dinheiro (dívida, no atual sistema de fiat money), ou quando perseguem qualquer outra forma de aumentar a Dívida Pública (via todos os tipos de gastos do Estado), o resultado dessas é uma deflação do poder de compra. O oposto da Inflação do custo de vida, mas como o mesmo defeito.

Entre os dois, o diabo escolha, mas esta causação não é óbvia e como tal carece de explicação do mecanismo, que é mais ou menos o seguinte: Se o governo gasta hoje, faz com a promessa de uma criança do futuro vir a pagar o estrago. Logo, essa criança terá de trabalhar muito mais, não só para poder cuidar da sua própria vida, mas também para pagar a dívida dos governos antepassados. Contando que os governos modernos têm controle global sobre os rendimentos e bloqueiam (quase) todas as movimentações de dinheiro, a criança não tem como escapar. Vai pagar.

Ora, se é certo que a criança vai pagar esta batata quente, o seu trabalho acabou de ser desvalorizado. E se o trabalho vale menos, o dinheiro que se pode ganhar vale menos também. E agora? Agora **deu! Os governos não conseguem parar de gastar, os sistemas de aposentadoria falidos, os bancos falhados, as dívidas são impagáveis, os juros negativos. Tudo isto significa que no futuro não vai dar para ganhar dinheiro a trabalhar. 

O sentimento de impotência dos mais novos: os que vivem em casa dos pais até aos 45 anos e ganham 800€ brutos, mesmo se licenciados; andam a anti-depressivos desde a adolescência; desejam acasalar com um candeeiro transsexual; querem deixar de expirar CO2, dedicam estátuas de lixo à santa Greta do assobio, votam na esquerda caviar ou pegam fogo aos Champs Elisées, estão mal direcionados. 

Enquanto os jovens se dispersam em causas imbecis alienantes, os políticos-jornalistas-académicos-funcionários que criaram o problema, continuam a encher os bolsos com rendas estáveis e salário garantido, alegremente a aprofundar o fosso da dívida pública, para onde atiram as crianças dos outros. Não está certo, mas está, e agora, então, como se resolve?

Para lidar com o problema, aos que não são filhos do ministro, aos que não têm acesso a tachos no Estado, só lhes resta uma e meia solução: Fugir! Sair daí para fora, emigrar para um lugar onde as Dívidas do governo não são deles para as pagarem, e como tal podem ganhar dinheiro a trabalhar. De caminho, ou mesmo antes de se meterem a andar, é igualmente imperativo pôr ao fresco uma parte das poupanças, protegidas das metástases do cancro da dívida pública, que é como quem diz, poupar em Bitcoin. 

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Henrique Agostinho